Foi-se o tempo em que os celulares eram usados “só para falar”. Conforme foram evoluindo, os celulares passaram a incorporar as funções de cada vez mais dispositivos. As primeiras vítimas foram as agendas eletrônicas (alguém ainda se lembra delas?), que foram incorporadas aos celulares na forma das funções para armazenar telefones e contatos.
As próximas vítimas foram os PDAs e os Palms, que ao serem incorporados aos celulares deram origem aos smarthphones que usamos atualmente. As próximas incorporadas foram as câmeras digitais, seguidas pelos mp3players.
Os próximos da lista serão os aparelhos de GPS. Hoje em dia, você pode instalar um software de localização como o Google Maps no celular e conectá-lo via bluetooth a um receptor GPS externo, mas conforme a tecnologia for caindo de custo, teremos cada vez mais celulares com o receptor já embutido.
Vamos então ao tema do post de hoje, que é meu novo smartphone :). Depois de ter um Treo 650 e um Nokia E62, que são aparelhos bastante volumosos, decidi sair um pouco do conceito tradicional de smartphone e procurar algum aparelho mais simples e compacto, mas que oferecesse um bom conjunto de recursos. Os requisitos que tracei foram os seguintes:
a) Pesar menos de 100 gramas (se possível menos de 80).
b) Ser o mais compacto possível.
c) Rodar o Gmail, OperaMini, Google Maps e outros aplicativos em java sem percalços.
d) Custar menos de R$ 500 (incluindo algum subsídio da operadora).
e) Ser compatível com o UMTS (ou seja, ser 3G).
f) Possuir bluetooth e uma tela com pelo menos 320×240 de resolução.
g) Incluir players e áudio e vídeo.
h) Incluir (ou ser compatível com) algum software de VoIP utilizável, além de mensagens de texto via Google Talk, ICQ e MSN.
i) Bateria removível (de forma que possa carregar uma bateria extra carregada).
j) Um teclado completo, como o do E62, é desejável, desde que não conflite com os requisitos A e B.
Como pode ver, minhas normas eram bastante estritas, a começar pela questão do peso e do preço, que desqualificou a maioria dos smartphones tradicionais. Mesmo o iPhone 3G foi desqualificado mesmo antes de chegar ao Brasil, já que pesa 133 gramas, não é tão compacto quanto desejava e utiliza uma bateria interna, não substituível.
Entretanto, apesar dos requisitos estritos, surpreendentemente acabei conseguindo encontrar um modelo que satisfez todos eles. Semana que vem pretendo publicar uma análise completa do escolhido no GDH, mostrando como tirar o máximo das funções do aparelho, aproveitando para postar alguns trechos e dicas no blog enquanto vou trabalhando na análise.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/06/2009 22:26