Mais informações sobre o Google Gadgets

Google announces Gadgets for Linux

Autor original: Jake Edge

Publicado originalmente no: https://lwn.net/

Tradução: Roberto Bechtlufft

O Google anunciou recentemente o lançamento de seus Gadgets para o Linux e, ao contrário do que vem fazendo com alguns de seus produtos para desktops, os lançará sob uma licença livre. Ainda que os Gadgets não sejam uma tecnologia arrasa-quarteirão, eles oferecem alguns recursos interessantes e um bocado de diversão. Eles também aumentam nossas esperanças de que o Google esteja entendendo melhor o que usuários de software livre querem, então quem sabe se coisas como o Google Desktop para Linux não serão melhor integradas e mais úteis no futuro?

Os Gadgets são uma maneira multiplataforma de criar aplicativos simples que possam rodar em páginas da web e desktops. A API dos gadgets oferece uma maneira de obter conteúdo de sites e exibi-los em uma interface de usuário. Vários tipos de aplicativos podem ser criados, de relógios e calendários a leitores RSS e programas do tipo “imagem do dia”.

Há vários gadgets disponíveis, e um grupo semi-aleatório deles em um ambiente KDE pode ser visto na imagem à esquerda. O Google criou alguns gadgets, mas a ampla maioria deles foi criada por terceiros, em categorias como notícias, esportes, finanças, diversões e jogos, tecnologia e comunicações. O navegador de gadgets visto abaixo, à direita, facilita o acesso a um grande número de opções, muitas das quais são variações de um mesmo tema.

Para usar os gadgets é preciso compilá-los primeiro. O Google ainda não oferece pacotes .rpm ou .deb para as distribuições. A página “como compilar” ajudou, mas foi um pouco difícil casar os nomes das dependências com os nomes de seus respectivos pacotes no Fedora 9. Mas uma página em uma língua que desconheço não precisou de tradução. Parece que os comandos do Linux são universais.

Com isso ficou fácil compilar os fontes, liberados sob a licença Apache. Os Gadgets para Linux tem opções em GTK+ e Qt, permitindo integração com os dois desktops Linux dominantes. As fotos que ilustram este artigo são da versão Qt, mas a versão GTK+ é praticamente idêntica – exceto pelo dock da barra lateral, que não está presente na versão Qt.

Essa é uma versão beta, talvez um pouco mais beta do que outros lançamentos do Google, então ainda há alguns problemas a resolver. Uns 20% dos gadgets que testei tiveram um ou outro problema; alguns, inclusive, não funcionaram. Como não tive experiências anteriores com os gadgets em outras plataformas, é difícil dizer se isso acontece por causa de bugs nos gadgets em si ou no progrma de gadgets.

O maior benefício da API dos gadgets parece ser sua capacidade multiplataforma. Os Gadgets podem rodar – praticamente sem alterações – em Linux, Mac OS X e Windows, e ainda em páginas diversas da web e em sites de relacionamentos. Se a API tem tamanho alcance de plataformas, pode conquistar uma ampla audiência de programadores interessados em desenvolver seus próprios gadgets no Linux.

Ainda falta uma das ferramentas recomendadas aos desenvolvedores de gadgets, o Gadget Designer, que só está disponível para Windows. A documentação sobre a criação de gadgets (em inglês) faz a coisa toda parecer um entediante exercício de manipulação de XML e Javascript, mas podem haver ferramentas disponíveis ou em desenvolvimento para facilitar as coisas.

De modo geral, os gadgets parecem um projeto interessante. Não há nada de novo nos tipos de aplicativos que podem ser criados com a API, mas não são muitas as alternativas para o desenvolvimento desses tipos de programas de uma maneira verdadeiramente multiplataforma. A escolha do Google de oferecer suporte ao Linux – e de fazê-lo bem – acompanhada de uma licença livre para o código é, sem dúvidas, a melhor notícia de todas.

Créditos a Jake Edgehttps://lwn.net/

Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/06/2009 22:26

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