Depois da saída do presidente de software do One Laptop Per Child (Walter Bender), Nicholas Negroponte, fundador e presidente do conselho do XO, falou que talvez o laptop educacional rode apenas Windows. Os softwares educativos criados para o sistema Sugar rodariam sob o Windows.
Negroponte falou também ontem à Associated Press que a insistência em usar apenas software livre no OLPC acaba afastando potenciais novos usuários, além de impedir a melhora na usabilidade do XO.
As críticas ficam para a interface Sugar, sem uma arquitetura de software que acompanhasse seu crescimento. E citou alguns obstáculos ainda enfrentados, como a falta de suporte às versões mais recentes do Flash, que é usado por vários sites educacionais para crianças.
Ele afirma que é possível defender o código aberto sem ser necessariamente um fundamentalista do movimento. Seria necessário produzir um laptop de baixo custo para uso educacional, e não um laptop feito apenas com aplicações open source que ainda não atendem às necessidades dos usuários da plataforma.
Caso o XO rode apenas Windows, muitos ficarão desapontados com o projeto, dado seu histórico de usar Linux e aplicações livres desde o princípio. Por outro lado, ele poderia competir mais de perto com soluções como o Classmate PC, da Intel, atraindo uma gama maior de pessoas, além da compatibilidade com a inúmera quantidade de aplicações Windows existente. Independente da decisão final, ele falou que uma versão preparada para dual boot entre Windows e Linux já está quase pronta.
Do outro lado, Walter Bender afirmou ao blog OLPC News que não sabia da idéia de uma suposta versão rodando apenas Windows. Ele inclusive planejava lançar um esforço independente para rodar o Sugar em outros PCs, além do XO.
Um anúncio da MS de oferecer versões do Windows e Office por 3 dólares para estudantes em países em desenvolvimento também deixa alguns pontos a favor do uso do Windows no XO. Segundo Michael Evans, membro do conselho da OLPC, “Negroponte pretende apenas ver os laptops de baixo custo nas mãos das crianças. Se as companhias preenchessem essa requisição, ele estaria feliz. A missão do projeto não é vencer Apple, Dell ou Microsoft”.
Curiosamente, Evans é vice-presidente de desenvolvimento corporativo da Red Hat, mantenedora do Fedora, que foi a distro Linux base para o Sugar.
Fonte:
https://idgnow.uol.com.br/[…]windows-no-laptop-de-us-100/