Seagate tenta conter avanço dos SSDs com processos

A Seagate é atualmente a maior fabricante de HDs do mundo, produzindo tanto produtos destinados a desktops e a notebooks, quanto HDs de alta confiabilidade destinados a servidores.

Entretanto, a Seagate possui um ponto fraco, que é o fato de basear seus negócios no ramo de armazenamento exclusivamente em torno de produtos baseados em mídias magnéticas, sem fábricas ou mesmo projetos de desenvolvimento de produtos baseados em memória flash, que são produzidos utilizando tecnologias completamente diferentes.

Inicialmente, os SSDs (para quem chegou agora, um SSD é um HD de estado sólido, que utiliza memória flash no lugar dos discos magnéticos) eram apenas uma curiosidade e a Seagate simplesmente ria dos fabricantes que investiam neles, mas, com o barateamento da memória Flash e o desenvolvimento de novas tecnologias que permitirão reduzir os preços ainda mais rapidamente no futuro, os SSDs se tornaram mais e mais atrativos e passaram a invadir muitos nichos. O mercado de notebooks ultraportáteis, iniciado pelo Asus Eee será muito provavelmente quase que inteiramente baseado em SSDs, que são mais compactos e consomem menos energia, e eles lentamente começam a invadir também o mercado dos notebooks tradicionais, como no caso do Lenovo X300, que utiliza um SSD de 64 GB.

Prevendo que os SSDs se popularização nos próximos anos e sem ter como participar do novo mercado, a Seagate resolveu tomar o caminho mais fácil. Em vez de investir no desenvolvimento de novas fábricas, para produzir memória Flash e participar da festa, decidiram tentar parar o vento, processando fabricantes de SSDs sob a alegação de quebra de patentes relacionadas a algoritmos de correção de erros e interfaces.

A história nos mostra que empresas que tomam este caminho, tentando parar a inovação com processos e outros artifícios em vez de investirem em seus próprios negócios acabam perdendo a longo prazo, como no clássico caso da SCO. Vamos torcer para que a Seagate reveja sua posição e volte a se comportar de forma saudável, fomentando a inovação em vez de tentar contê-la. Leia mais sobre o caso

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/06/2009 22:26

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