A indústria de processadores luta contra o tempo e o espaço, produzindo chips mais rápidos e cada vez menores – mas chegando cada vez mais próximo dos seus limites físicos, dadas as tecnologias atuais. Enquanto isso, algumas companhias tentam acabar com as barreiras físicas, produzindo processadores que usam luz laser em vez das tradicionais conexões físicas.
A Sun Microsystems é uma delas, e anunciou hoje uma parceria com a Luxtera, Kotura e a Universidade de Stanford. Estão trabalhando num ambicioso projeto para mover as transmissões de dados em um processador de sinais elétricos para pulsos luminosos, usando lasers.
Com $44 milhões de fundos do Pentágono (EUA), a Sun espera superar muitos dos obstáculos que as grandes empresas de silício ainda têm (leia-se Intel e AMD, entre outras). De acordo com a Sun, processadores usando essa tecnologia de lasers poderiam ser milhares de vezes mais rápidos do que os atuais – desde que a tecnologia tenha sucesso, claro.
Apesar de o conceito ser simples, a Sun espera que o projeto tenha cerca de 50% de insucesso nos protótipos. Os chips deverão estar muito bem alinhados, os canais de luz terão de ser alinhados com alta precisão – o que não é fácil em algo miniaturizado. É mais fácil dizer do que fazer.
O projeto promete mudar completamente a forma como os chips se comunicam uns com os outros. Se tiver sucesso, os circuitos integrados sofrerão grandes transformações e ganharão muito mais velocidade de processamento e largura de banda – tanto no nível dos chips como no nível das placas, em ligações de um chip a outro.
A Sun não é a única empresa trabalhando nos chips fotônicos. Empresas como Intel, NEC, IBM, HP e o MIT também investem recursos em pesquisas desse tipo. Trabalhando com as empresas fotônicas Luxera e Kotura, o projeto da Sun foi favorecido pelo Pentágono, devido o sucesso anterior dela no alinhamento de chips de silício ponta a ponta, para melhorar a comunicação entre os chips.
As expectativas da Sun são positivas, e dizem que não está muito longe para virar algo comercializável. Sua parceira, Luxtera, já tem protótipos próximos do nível de produção. A Sun pretende produzir chips capazes de processar de milhões a trilhões de operações por segundo.
Assim como a velha história de pesquisas e experiências no desenvolver da humanidade, é aguardar para ver se dará certo ou não.
Fonte:
https://www.tomshardware.com/2008/03/24/sun_laser_chips/
Divulgação oficial:
https://www.sun.com/aboutsun/pr/2008-03/sunflash.20080324.1.xml