Estudo prevê progresso lento para 4G

Estudo Prevê Progresso Lento para 4G Data: 04/03/2008 Fonte: https://www.linuxdevices.com/

Os usuários de rede wireless de banda larga vão passar de 90 milhões em 2013, segundo um novo estudo da ABI Research. Até mesmo a 4G, que inclui as tecnologias LTE (Long Term Evolution, ou Evolução a Longo Prazo) e WiMax (802.16m), representarão apenas uma pequena fração do total de usuários nessa data.

O estudo da ABI, atualização trimestral de sua já iniciada pesquisa “Mobile Subscriber Database” (Banco de Dados de Usuários Móveis), diz que o total de usuários móveis no final do último trimestre de 2007 era de aproximadamente 3.4 bilhões, com 2.7 bilhões deles nas redes GSM/EDGE/GPRS. Enquanto isso, o WCDMA contava com 180 milhões de usuários inscritos o serviço. Sustentados por tecnologias HSPA e HSPA+ 3G WCDMA mais rápidas chegando em peso em torno de dois anos, estima-se que este número irá alcançar 720 milhões em 2013. A ABI espera que o total de usuários CDMA2000 (incluindo 1x e várias versões do EV-DO) alcancem 800 milhões até o fim de 2013.

4G: faminto pelo espectro

Com a definição oficial da tecnologia wireless 4G pela ITU (International Telecommunications Union, ou União Internacional de Telecomunicação, em português) agendada para o final deste ano ou até mesmo para 2009, definir 4G é problemático. A ABI parece seguir as mesmas linhas que a In-Stat seguiu no seu estudo publicado sobre 4G há alguns meses, que era ainda mais pessimista sobre 4G’s e números. A In-Stat incluiu o LTE, WiMax, e UMB (Ultra Mobile Broadband, ou Ultra Banda Larga Móvel) na categoria de quarta geração.

De acordo com a In-Stat, a definição das especificações pelo ITU para a então chamada de “IMT-Advanced” (International Mobile Telecommunications – Advanced, ou Telecomunicações Móveis Internacionais – Avançada) deve ser parecida com a definição típica de 4G. É esperado que a ITU solicite o uso da tecnologia OFDMA (Orthogonal Frequency Division Multiple Access, ou Divisão de Freqüência Ortogonal de Múltiplo Acesso), e a capacidade de suportar taxa de transferência de dados de 100Mbps. Na pesquisa, a In-Stat notou que cada uma das tecnologias tem um líder, com a Intel dando suporte à WiMax, Ericsson ajudando a LTE, e a Qualcomm preferindo a UMB.

Todas essas tecnologias devem demorar mais que o esperado para chegar segundo a ABI, especialmente a LTE. Hwai Lin Khor, pesquisador analista da ABI, disse: “Algumas operadoras podem não estar prontas para migrarem para a LTE, já que os picos de 100Mbps de downlink e 50Mbps de uplink só são alcançadas com uma banda de 20MHz de espectro. Isso é um luxo que muitas operadoras podem não ter, e muitos podem estar satisfeitos com as capacidades do HSPA+ ou confortáveis usando taxas menores com o LTE ou qualquer outra tecnologia que eles tenham no momento.”

A pesquisa da ABI não se aprofundou no mercado de sistemas operacionais, mas o Linux embarcado parece estar bem posicionado em pelo menos um mercado da 4G: WiMax. A Nokia anunciou suporte a WiMax em uma futura atualização de sua linha “N-series” de Internet Table, que são baseadas em Linux, e usam os serviços da Sprint. A Elektrobit (EB) anunciou recentemente dois designs WiMax baseados em Linux, um para celular e o outro para um dispositivo que adere às especificações da MID (Mobile Internet Device, ou Dispositivo Móvel de Internet) da Intel. A líder de longa data em WiMax, a Intel, deve incluir chips WiMax em seu novo chipset Centrino Atom (outrora chamado de Menlow) para MIDs. O interesse no Atom e MID é alto entre desenvolvedores de Linux embarcado, com a Canonical trabalhando em um projeto chamado UME (Ubuntu Mobile and Embedded, ou Ubuntu Móvel e Embarcado) que é uma versão do Ubuntu que está sendo desenvolvida para dispositivos MIDs.

A pesquisa da ABI está disponível aqui.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/06/2009 22:26

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