O desenvolvimento de uma nova nanotecnologia deverá dar maior autonomia às atuais baterias de íon de lítio, as mais usadas e portáteis, em especial celulares, disse um anúncio da Universidade de Stanford. Enquanto as atuais baterias são limitadas para suportarem uma pequena quantidade de lítio, pela necessidade do uso de carbono para o ânodo, a nova técnica desenvolvida pelo mestre-assistente Yi Cui permite usar nanofios de silício para segurar o lítio. Isto permite colocar mais lítio dentro da mesma bateria, enquanto evita o risco de explosão.
A técnica permitirá um pulo de dez vezes mais carga dentro de um mesmo espaço: uma bateria de celular que durava 200 horas (8,3 dias), agora vai durar simplesmente 2000 horas, cerca de 83 dias, ou seja, quase três meses sem precisar carregar o seu celular. Não é uma beleza? Mas como nem tudo são flores, “ou teremos celulares que consumirão 10x mais energia”, como disse Carlos E. Morimoto. Não só em celulares, mas também notebooks, tocadores portáteis, entre outros, serão beneficiados.
Usando a combinação de duas separadas e maduras tecnologias, a bateria de nanofios deverá ir rapidamente para o mercado, de acordo com o mestre. Nenhuma empresa ainda ofereceu um acordo, mas Cui disse que patenteou o processo e que está aberto a negociações para transformar protótipo em linha de produção.
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