Ubuntu e Canonical chegam oficialmente ao Brasil

A Canonical firma um novo compromisso com o Brasil, agora suportando o Ubuntu oficialmente por aqui. Fábio Filho, gerente de desenvolvimento de negócios para a América Latina, afirma que o objetivo é aproveitar o potencial do mercado na região.

“No Brasil, as estimativas para este ano são de que as vendas de computadores para usuários domésticos vão superar as de televisores”, destaca Filho. Segundo ele, a estratégia é fechar parcerias com fabricantes para oferecer o Ubuntu pré-instalado e pré-configurado, e faturar com suporte, serviços, segurança e atualização, modelo tradicional das distribuições de software livre.

O estabelecimento da Canonical no Brasil e América Latina, considerado tardio por alguns membros da comunidade de software livre, faz parte da estratégia de expansão da companhia, voltada para os países do bloco emergente chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). “Antes disso, a companhia estava em processo de estruturação, já que sua história começa efetivamente em 2004”. E a estratégia de oferta do Ubuntu pré-instalado dependerá de negociações com fabricantes e OEMs locais. “Temos uma parceria global com a Dell, já em curso nos Estados Unidos, França, Alemanha e Inglaterra”, diz Filho.

A aposta da Canonical na venda do sistema operacional livre pré-instalado baseia-se no reconhecimento da marca, que Filho acredita estar mais sedimentado em relação a outras distribuições. “Sabemos que muitas pessoas compram computadores com software livre pré-instalado apenas pelo preço reduzido, e que acabam usando cópia pirata do Windows. Mas acreditamos que no caso do Ubuntu já existe interesse do usuário pela marca”, explica. De acordo com ele, 10 milhões utilizam o Ubuntu em todo o mundo, considerando apenas usuários finais. “O Brasil ocupa a sexta posição em downloads no site da Canonical, com uma média de 50 mil por mês. E o mapa da América Latina tem números ainda maiores, com potencial no México, Venezuela, Argentina e Colômbia”, comenta.

A missão de Fábio Filho no Brasil e América Latina inclui ainda a oferta de serviços e parcerias voltadas ao mercado corporativo. “Serão ofertas customizadas, para clientes de alto padrão, como governo e da área de educação. Queremos tornar o Ubuntu uma opção de alta usabilidade, confiabilidade e baixo custo”.

Segundo ele, o lançamento da versão 7.10 do Ubuntu, há cerca de um mês, gerou picos de downloads e acesso ao site, pelo interesse que despertou. “Recebemos contato de empresas, para tratar até mesmo de desenvolvimento de soluções”, diz . Filho considera que, por se tratar de uma variante do Debian (reconhecido por robustez para servidor) o Ubuntu tem apelo ao mercado corporativo.

A princípio, os negócios da Canonical no Brasil e América Latina serão conduzidos por Fábio Filho. Mas ele conta que no País residem outras sete pessoas ligadas ao desenvolvimento do Ubuntu desde 2005.

Fonte:

https://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=43573

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