A Dell lançou o site IdeaStorm no ano passado como parte de um esforço para se aproximar dos consumidores. O que eles acham, o que eles querem. E pelo que têm recebido, a iniciativa de vender máquinas com o Ubuntu pré-instalado foi muito bem recebida.
Ontem o site Ars Technica publicou uma análise de uma configuração específica com o Ubuntu, o notebook Inspiration 1420n da Dell. O Ubuntu, assim como quase toda distribuição de Linux, é gratuito e não depende de licenças ou royalites, incluindo principalmente componentes abertos e livres. Isso cria uma configuração interessante no preço, onde não são gastos dinheiro com licença do Windows (comum em vários PCs não só da Dell, claro). Com tudo o que um sistema operacional precisa, ele supre bem as necessidades da maioria das tarefas dos usuários, além de todos aqueles recursos e bla bla bla que quem usa Linux já sabe.
O modelo analisado pelo Ars foi um notebook com processador Intel Core 2 Duo de 1,5 MHz, 2 MB de cache, vídeo integrado da Intel, 1 GB de RAM, HD de 80 GB, CD-RW/DVD de 24x (combo), rede ethernet 10/100 e sem fio (Intel), e tela de 14.1″. Um note pequeno e de uso comum, não é um topo de linha mas também não deixa muito a desejar:
A configuração do Linux pré-instalado merece elogios, diferentemente de muitos fabricantes. Tudo realmente funciona, drivers selecionados pré-instalados, particionamento eficiente… A saber: 1 GB para partição swap (num HD de 80 GB, deixar 2 GB pode fazer diferença para alguns usuários… talvez pudessem ter deixado 1,5 GB, afinal o sistema tem 1 GB de memória física, menos um pouco, devido o vídeo on board com memória compartilhada). A partição /boot vinha separada, ainda haviam duas pequenas partições para restauração, uma de 70 MB formatada em FAT16, com ferramentas de recuperação e de diagnóstico da Dell, e uma de 2 GB em FAT32 com a imagem do Ubuntu compactada. A partição principal ficava com 70 GB, onde cerca de 3,2 são usados para o sistema instalado. A /home infelizmente não foi montada em uma partição separada, o que pode fazer com que usuários menos práticos e/ou sem outros meios de backup percam todos os dados ao restaurar a instalação do sistema (como veio de fábrica).
O Compiz, que ativa recursos gráficos e vários efeitos visuais, vem incluso mas desativado por padrão nesse Ubuntu. As atualizações automáticas vêm ativadas, e na primeira inicialização é apresentado uma espécie de contrato ou termos de serviço da Dell.
Pecou um pouco por não incluir codecs proprietários, característico do Ubuntu, nem software para tocar DVD. Isso o usuário deve instalar posteriormente.
A conclusão da análise foi, em outras palavras, esta:
“O notebook Dell Inspiration 1420n com Ubuntu pré-instalado entrega software livre e de valor. Para entusiastas sérios de Linux que já se acostumaram confortavelmente com o sistema, e com as várias opções da plataforma, o note da Dell com o Ubuntu vem ser uma opção prática e com boa relação custo-benefício, que elimina a necessidade de instalação, e fornece aos usuários de Linux várias praticidades que são fornecidas ao comprar um computador com Windows pré-instalado. Claro que dá para considerar este notebook como uma compra *não* recomendável para usuários experientes em Linux, e também não recomendamos mesmo. Não dá para recomendar para usuários que não estão acostumados com o sistema, devido as particularidades e necessidade de instalação de alguns programas ou configurações iniciais, mas também não serve para os mais experientes que escolhem cada detalhe do seu Linux “na unha”. Considerando a compatibilidade do note com o Linux, e a praticidade, no entanto, já é um grande valor agregado.”
Leia a análise e a opinião geral do site Ars Technica em:
https://arstechnica.com/reviews/hardware/dell-inspiron-1420n-ubuntu-laptop-review.ars
