Nós estamos perto de uma revolução no armazenamento de dados? O professor Venkatesan Renugopalakrishnan gostaria de pensar que sim, pois ele desenvolveu uma mídia que pode armazenar 50TB de dados em um disco do tamanho de um DVD. A sua equipe de pesquisas, em cooperação com a gigante japonesa NEC, desenvolveu o protótipo de um disco coberto por uma forma modificada da proteína bacteriorhodopsin.
A proteína pode absorver luz, convertendo energia fotoelétrica em energia química modificando a sua estrutura. A energia armazenada é liberada rapidamente para alimentar o organismo em suas atividades do dia-a-dia. A forma das moléculas desenvolvidas pelo professor Renu é feita para reter a sua energia, graças a sua estrutura modificada, por anos, permitindo o armazenamento de dados. As modificações também tornaram a proteína resistente a altas temperaturas.
Discos cobertos com o material são lidos com um laser similar ao usado em DVDs. Um DVD player comum lê os discos com um laser de 650nm, enquanto Blu-Ray e HD DVD usam lasers de 405nm, com uma largura de onda menor, você consegue resoluções menores e consegue também armazenar mais dados em um espaço menor. 568nm é a largura de onda da maior capacidade de absorção da bacteriorhodopsin.
De acordo com o nosso residente expert em bioquimica, John Timmer, existem três desafios para fazer uma mídia de armazenamento com a bacteriorhodopsin. A primeira é embalar a superfície da media para que seja fina o bastante, pois a proteína normalmente fica em uma membrana com pedaços de membrana entre as proteínas. Segundo, retardar a eficiência da liberação normal de energia, para certificar que os dados irão continuar lá quando você precisar deles. Terceiro, se você precisar de uma mídia regravavel e o produto pretende competir com os discos rígidos você precisará de algum método para controlar o movimento entre os vários estados de transição da proteína.
A equipe estima que eles terão um disco USB nas lojas em 12 meses, e o produto DVD 6 a 12 meses depois disso. Com um parceiro como a NEC, tudo isso é possível, considerando que os desafios técnicos já foram superados. A idéia já está em desenvolvimento há um tempo; voltando para 2003, a equipe pensava em não mais que 200GB de capacidade, eles previam que o produto estaria nas lojas em um ano. É provavelmente uma coisa boa que não aconteceu, graças ao infeliz nome escolhido na época: Tsunami 2004.
Discos maiores e mais rápidos são sempre bem-vindos, e isso soa como uma tecnologia promissora. Mas o professor Renu ainda precisa nos mostrar um produto atual, tudo que nós temos é nada mais que a promessa de um protótipo, nenhuma demonstração ao mundo real.
Traduzido de Ars Technica.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/06/2009 22:26