Museu recebe 44 PS3 que fizeram parte de supercomputador da Força Aérea dos EUA

Quarenta e quatro unidades do PlayStation 3 ganharam uma nova vida depois de terem participado de um dos projetos mais curiosos da história recente da supercomputação. O Rhode Island Computer Museum anunciou que recebeu uma seção do Condor Cluster, supercomputador montado pela Força Aérea dos Estados Unidos a partir de consoles da Sony e outros componentes comerciais.

Segundo o museu, os 44 consoles faziam parte da estrutura usada originalmente para processamento de dados de radar e, mais tarde, em pesquisas científicas. Agora, a instituição pretende remontar o conjunto e descobrir o que essa pequena parte do sistema ainda é capaz de fazer.

 

O supercomputador usava mais de 1.700 PS3

O Condor Cluster entrou em operação em 2010 no Air Force Research Laboratory. A configuração completa reunia cerca de 1.700 PlayStation 3, além de servidores convencionais e GPUs de uso geral. 

A combinação permitia ao sistema alcançar aproximadamente 500 teraflops, ou cerca de 500 trilhões de operações de ponto flutuante por segundo. Na época, a própria Força Aérea afirmou que o Condor chegou a ocupar uma posição próxima do 35º lugar entre os computadores mais rápidos do mundo.

O projeto custou cerca de US$ 2 milhões. Segundo o laboratório, uma máquina convencional com capacidade equivalente poderia custar entre 10 e 20 vezes mais, enquanto alguns sistemas comparáveis chegavam à casa das dezenas de milhões de dólares.

Por que usar PlayStation 3 em um supercomputador?

O atrativo estava no hardware do PS3. O processador Cell oferecia capacidade de computação paralela interessante para determinadas cargas e, na época, podia ser adquirido dentro de um console produzido em grande escala. Em vez de desenvolver toda a infraestrutura do zero, o laboratório aproveitou hardware comercial relativamente barato e o integrou a servidores e GPUs.

Entre os trabalhos previstos para o Condor estavam inteligência artificial neuromórfica, aprimoramento de radar de abertura sintética, processamento de imagens e reconhecimento de padrões. A Força Aérea também demonstrou o sistema realizando tarefas de interpretação de texto e reconstrução de informações incompletas.

Você também deve ler!

Ver Mais

Esta postagem foi modificada pela última vez em 15/09/2026 10:54

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br