Na WWDC além do anúncio do Mac OS X Lion, iOS 5 e iCloud, a Apple divulgou um breve slide comemorando a base de usuários do Mac, chegando perto dos 60 milhões – mais precisamente, 54 milhões, crescendo a cada ano.

Ela comemora alegre e saltitante esse número e ainda apresentou dados inferiores para vendas de PCs – se bem que depois dos Macs com processador Intel, a distinção entre Mac e PC perdeu totalmente o sentido.
As vendas de Mac vêm aumentando a cada ano, especialmente os notebooks: cerca de 73% de todos os Macs vendidos no ano passado foram MacBooks (em suas várias versões, incluindo Pro e Air).
Os 54 milhões que compõem a base de Macs não são nada perto de outros números. Por exemplo, ela vendeu aproximadamente 14,43 milhões de Macs em 2010, o que é apenas 5% de todos os computadores pessoais comercializados no mesmo ano. É um número grande para uma única empresa (pelo hardware), mas considerando que o Windows roda em cerca de 90% dos outros PCs, isso torna o uso do Mac insignificante em termos de abrangência mundial.
De acordo com estimativas do grupo Gartner, a base global de PCs chegou a cerca de 1,4 bilhão em 2010, o que significa que apenas 3,8% deles são Macs, se esses números estiverem próximos dos reais.
Resumindo, a Apple pode comemorar à vontade seus 54 milhões de Macs, que a Microsoft continua feliz e as várias distros Linux também. O Mac pode ser bom, bonito e tudo mais o que dizem, mas não está com essa bola toda sugerida pela Apple em suas divulgações. Lembrando que uma apresentação do WWDC pode ser vista no site dela. Ao divulgar o número, sempre esnobam os PCs.
Apesar disso ela tem motivos de sobra para rir, afinal o mundo não vive só de PCs e Macs. Em quatro anos ela vendeu mais de 200 milhões de dispositivos entre iPad, iPhone e iPod touch. Em pouco mais de um ano a empresa chegou ao marco de mais de 25 milhões de iPads vendidos, tablet que continua fazendo sucesso em meio a deficiência da concorrência.