A Microsoft entrou formalmente com uma queixa à Comissão da União Europeia, acusando o Google de abusar de sua posição como dominante do mercado de buscas da região. Em uma postagem enumerando as acusações da empresa, o conselheiro-chefe da Microsoft, Brad Smith, citou vários exemplos de práticas comerciais desleais do Google, incluindo o uso de sua propriedade do YouTube para prejudicar os resultados de buscas de concorrentes, e o fato de prevenir anunciantes de portarem dados à plataformas concorrentes.
A gigante das buscas já estava sob investigação após a denúncia inicial movida contra eles no ano passado por três empresas: o site de buscas jurídicas francês eJustice, o site de comparações de preços inglês Foundem, e o outro de mesmo segmento Ciao. Considerando que as duas últimas tem conexões com a Microsoft, é possível dizer que a empresa já estava envolvida de alguma forma, entretanto agora é oficial e explícita a insatisfação da companhia.
Isso marca a primeira vez que a Microsoft apresenta uma queixa antitruste formal à uma agência governamental contra um de seus rivais. É também uma virada irônica de eventos para MS, que detinha uma esmagadora dominância no mercado de softwares e táticas corporativas na década de 90, tornando-se um alvo frequente dos mesmos tipos de acusações que agora faz contra o Google.