O que começou parecendo um passeio no parque, acabou se tornando uma grande dor de cabeça para o Google. Diferente das projeções iniciais, que apontavam uma boa recepção para o Google TV, a realidade se mostrou bem mais difícil.

Embora vários dos grandes fabricantes estejam preparando designs de HDTVs e set-top-boxes com o Google TV, os produtos ainda não chegaram com força às lojas, perdendo a época das festas. O Google continua trabalhando no desenvolvimento da plataforma, incluindo a possibilidade de usar um smartphone com o Android como controle remoto e outras funções, mas elas não foram suficientes para evitar o adiamento do lançamento da plataforma.
O Google emitiu um comunicado aos parceiros pedindo que pausem o lançamento dos produtos para que possam “refinar o software” e “melhorar a experiência de uso”.
O real motivo por trás do adiamento é a fraca recepção por parte do público (a maioria dos compradores do Logitech Revue classificaram o produto com três estrelas ou menos na Amazon e ele recebeu também fracos reviews), combinada com a colisão da Fox, NBC, CBS, ABC e da Viacom, que temerosos de que o Google TV fosse capaz de causar uma ruptura em seus negócios passaram a bloquear de forma efetiva o acesso de clientes utilizando o Google TV. Inicialmente o Google parecia determinado a manter a queda de braço e manter o lançamento apesar de tudo, mas na última hora anunciaram o adiamento, pegando os parceiros de surpresa.
Em essência, o Google TV foi lançado com a proposta de mudar a forma como as pessoas interagem com a TV, oferecendo acesso à web, streaming de vídeo, twiter, e-mail e etc. na TV, em complemento ao sinal da TV via cabo. Entretanto, isso tornou a interface complicada demais para o usuário médio, tornando necessário o uso de controles remotos com teclados completos e assim por diante, enquanto a maioria quer apenas assistir e gravar programas, preferindo usar o PC para todas as outras coisas. Qualquer produto que tente mudar esse paradigma terá com certeza uma batalha difícil pela frente.
