A Intel demonstrou durante a International Solid-State Circuits Conference, em São Francisco, nos EUA, o que pretende para seu futuro, especialmente sobre seu próximo processador. O Gulftown, também conhecido como Westmere 6C, é uma versão de seis núcleos do Westmere dual-core, que foi lançada recentemente no mercado sob as marcas Core i3 e i5. O Westmere 6C será fabricado em um único encapsulamento, e não na junção de três encapsulamentos de 2 núcleos cada, tendo ainda 12 MB de cache L3, interface QuickPath de 6.4 GT/s, e três canais de memória DDR3. Também fazem parte da receita o Hyper-Threading e Turbo Boost.
Ao todo, o Westmere 6C terá 1.17 bilhões de transístores e medirá 240 mm², e conterá diversos aperfeiçoamentos tanto no 2C quanto no 6C para melhor eficiência que os modelos anteriores. Além disso, o Westmere 6C suportará memória DDR3 de baixa voltagem, rodando a 1.35 Volts ao invés do padrão de 1.5 Volts, reduzindo em até 20% o consumo de energia neste quesito.

A companhia também está preparando várias novas tecnologias de conectividade interna, para ter o máximo de desempenho em projetos dotados de múltiplos núcleos. A principal delas é uma interconexão de 47 canais, que liga diretamente os diferentes encapsulamentos de processadores a uma velocidade de 470 Gb/s (58.8 GB/s), usando somente 0,7 Watts de energia. A interconexão é feita via cabo em formato de fita, não flexível, diferentemente dos conectores de GPUs. A Intel afirma que isto permite maior economia de energia.
Esta nova tecnologia em interconexões é a menina do olhos da Intel para o futuro, onde a empresa afirma que os dispositivos estarão em uma escala “tera”, necessitando transferir terabytes de dados por segundo de um chip para o outro. Um interconector convencional requer cerca de 150 Watts de energia para manter esta banda, enquanto o novo cabo fita faz o mesmo com somente 11 Watts.

A Intel ainda comentou mais sobre seu processador-conceito de 80 núcleos, que foi revelado inicialmente em 2006, durante a Intel Developer Forum. A empresa afirma que está desenvolvendo soluções interessantes para os principais problemas deste tipo de processador, como as vulnerabilidades de inconsistências no dimensionamento da frequência e voltagem entre os núcleos. Através de um dimensionamento inteligente, a Intel alega que há uma economia significativa de energia.
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