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As opções de receptores

Os primeiros receptores de GPS eram muito mais simples que os atuais; eles forneciam apenas a latitude e a longitude, o resto era por conta do utilizador, que precisava calcular a localização no mapa. A geração seguinte trouxe mapas simplificados, exibidos em telas monocromáticas, mas com a evolução dos controladores e a queda de preços nas telas coloridas, memória Flash e outros componentes, eles evoluíram rapidamente, até chegar aos modelos que temos hoje.

Alguns modelos de GPS antigos

Os modelos atuais combinam as coordenadas de localização com mapas digitais em 3D e um software que calcula a posição no mapa, oferecendo direções e orientação por voz. Embora o sinal de GPS emitido pelos satélites esteja disponível para quem quiser usar, os fabricantes de aparelhos oferecem serviços adicionais, como informações de trânsito (obtidas usando uma conexão de dados), atualizações dos mapas e assim por diante, geralmente cobrando uma taxa mensal ou anual pela assinatura.

Podemos dizer que, 25% do custo de um aparelho de GPS atual corresponde aos circuitos básicos que calculam as coordenadas, 50% correspondem aos demais componentes do hardware (processador, memória, tela, etc.) e os outros 25%, a softwares e serviços adicionais.

Com a miniaturização dos componentes, passou a fazer sentido incluir receptores de GPS em smartphones, aproveitando a tela, processador, memória e os demais componentes. Chipsets atuais, como Navilink NL5350 (usado no N95 e em outros modelos da Nokia) combinam o receptor GPS, o processador de sinais e uma pequena quantidade de memória usada por ele em um encapsulamento incrivelmente compacto, que adiciona muito pouco ao peso e volume do aparelho. Existem também módulos que combinam os circuitos da rede GSM com os circuitos do GPS, fornecendo uma solução ainda mais integrada, como o XT55-GSC3 (à direta):

Os primeiros aparelhos com GPS integrado eram muito caros, às vezes custando mais do que comprar um smartphone e um navegador GPS separado. Entretanto, com o passar o tempo, os preços caíram a ponto do GPS integrado passar a adicionar pouco ao custo final do aparelho e se tornar norma nos aparelhos mais caros. Com isso, fica faltando apenas comprar o suporte para o painel, para que você possa usar o smartphone como navegador:

Embora a tela seja menor e o conjunto seja menos prático de usar do que um GPS automotivo, o smartphone tem uma vantagem, que é o fato de você sempre carregá-lo consigo, evitando o risco de furtos ao deixar o GPS dentro do carro. Mesmo aparelhos sem GPS integrado (como o 6120c da foto) podem desempenhar o papel de navegadores com a ajuda de um receptor GPS externo, conectado via Bluetooth. Um acessório cada vez mais acessível.

Continuando, temos as diferenças entre os vários modelos de receptores. Inicialmente, a principal característica era o número de canais suportados. Os primeiros receptores suportavam apenas 4 canais (o número exato necessário para calcular as coordenadas 3D), mas logo surgiram modelos com 5, 6, 8, 12, 16, 20, 32 ou até mesmo 54 canais, gerando uma corrida armamentista similar à que existiu na época dos kits multimídia.

O número de canais do receptor determina quantos satélites ele é capaz de monitorar simultaneamente. A maioria dos modelos atuais oferece de 12 a 20 canais, o que é mais do que suficiente, considerando que na maior parte do tempo, apenas 9 ou 10 satélites são visíveis e apenas 4 são necessários para calcular a posição 3D.

Os canais sobressalentes permitem que o receptor monitore o sinal de mais satélites e os utilize para calibrar a posição, melhorando sutilmente a precisão. Entretanto, o limite “físico” continua sendo o número de satélites visíveis, que atualmente nunca é superior a 12 em nenhuma parte do mundo. Com isso, a partir de 12 canais não faz mais diferença alguma se o receptor suporta 20, 32 ou 500 canais, já que apenas 12 serão usados.

Com isso, os diferenciais passaram a ser a sensibilidade de recepção, tamanho, peso e autonomia das baterias (no caso dos receptores Bluetooth) ou o software de navegação, tamanho da tela, ergonomia e os mapas disponíveis (no caso dos navegadores), sem falar na questão do preço, que acaba sendo sempre um dos argumentos de venda mais convincentes.

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