Um experimento recente do overclocker alemão Roman “Der8auer” Hartung colocou a ASUS ROG Matrix GeForce RTX 5090 novamente no centro das discussões sobre limites de energia em GPUs de alta performance. Em testes de laboratório, a placa foi levada a consumir cerca de 750 W usando apenas um conector 12V-2×6, operação acima das especificações oficiais do padrão.
Placa de vídeo foi projetada para até 800 W com sistema de alimentação duplo
A ROG Matrix RTX 5090 é o modelo topo de linha da ASUS para a nova geração de GPUs, pensada para entusiastas e overclockers que buscam extrair o máximo desempenho possível. O projeto inclui um sistema de alimentação especial, que combina um conector 12V-2×6 tradicional com um conector BTF oculto, integrado diretamente à placa-mãe compatível, permitindo que a placa atinja até 800 W quando ambos estão em uso.
Modificação “engana” conector BTF e libera limite máximo de energia
No teste, Der8auer decidiu não seguir o caminho previsto pelo fabricante e partiu para uma modificação física do adaptador BTF removível fornecido com a placa. Ao mapear os contatos de detecção, ele fechou manualmente linhas específicas para fazer a GPU acreditar que o conector traseiro BTF também estava ativo, mesmo sem qualquer carga real passando por ele.
Com isso, o firmware da placa liberou o limite mais alto de consumo, originalmente projetado para a combinação de 12V-2×6 + BTF. Na prática, porém, todo o consumo passou a ser drenado exclusivamente pelo cabo 12V-2×6 conectado à fonte de alimentação, gerando leituras próximas de 750 W em testes de estresse.
12V-2×6 ultrapassa faixa segura e LED vermelho indica sobrecarga
O conector 12V-2×6 é a revisão do antigo 12VHPWR, criada justamente para melhorar contato elétrico, reduzir temperatura e diminuir o risco de mau encaixe em GPUs de alto consumo. A especificação atual prevê operação segura em torno de 675 W em condições ideais, incluindo cabo, terminais e montagem adequados.
Ao forçar a ROG Matrix a operar em torno de 700–750 W em um único 12V-2×6, o setup de Der8auer passou dessa zona de conforto. Durante o teste, o LED de status ao lado do conector acendeu em vermelho, indicando sobrecarga, e o cabo ficou visivelmente quente ao toque, sinais claros de que a configuração está fora do regime pensado para uso contínuo.
ASUS aposta no BTF para distribuir carga e reduzir estresse em cabos
O caso também joga luz sobre a estratégia da ASUS com o ecossistema BTF, que desloca parte da alimentação da GPU para um conector robusto na traseira da placa-mãe. Ao dividir a corrente entre o 12V-2×6 frontal e o conector BTF, a marca busca viabilizar placas de até 800 W sem concentrar toda a carga em um único cabo, reduzindo aquecimento e aumentando a segurança do sistema.
A experiência de Der8auer mostra que a margem do 12V-2×6 é grande, mas reforça a intenção original do design: o teto de 800 W foi pensado para dois caminhos de energia trabalhando juntos, não para um único cabo suportar sozinho essa carga em uso prolongado.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 01/12/2025 10:46