Com a VM criada, falta apenas ativá-la, clicando na seta verde no topo da interface. Isso faz com que ela seja inicializada e fique rodando silenciosamente em background. Para ver a imagem da tela, acesse a aba “Console”.
Da primeira vez que tentar acessar o console, o navegador exibirá uma mensagem solicitando a instalação do plugin de visualização (que possui versões para o Firefox e para o IE). Diferente dos antigos plugins em Active-X, que foram tão usados na época do IE 6, o plugin do VMware está disponível também na forma de uma extensão para o Firefox, que funciona perfeitamente no Linux:
O plugin é na verdade uma versão completa do Server Console, modificada de forma a facilitar a instalação. É por isso que o plugin para o Firefox tem nada menos que 15 MB. Clicando sobre a janela dentro da interface de gerenciamento, o console é aberto em uma nova janela:
Apesar de rodar dentro de uma janela do navegador, ele continua utilizando a mesma interface de acesso a vídeo do VMware Server Console (o cliente de visualização usado nas versões antigas do VMware Server), o que faz com que o desempenho do vídeo seja similar ao que você obteria ao usar o VMware Player. A máquina virtual não possui aceleração 3D, por isso é inútil para jogos, mas aplicativos de produtividade e programas 2D funcionam perfeitamente bem. Você pode também maximizar a janela para ver a VM em tela cheia, assim como no VMware Player.
Em muitas distribuições, você notará um problema estranho com o teclado dentro da máquina virtual, com diversas teclas, incluindo as setas direcionais, não sendo reconhecidas.
Ele surge devido a uma diferença entre o mapeamento de teclas usado pelo sistema e o usado pelo VMware. Para solucioná-lo, é necessário especificar as teclas manualmente, criando o arquivo “.vmware/config“, dentro do seu diretório home, adicionando as linhas a seguir:
xkeymap.keycode.108 = 0x138 # Alt_R xkeymap.keycode.111 = 0x148 # Up xkeymap.keycode.116 = 0x150 # Down xkeymap.keycode.113 = 0x14b # Left xkeymap.keycode.114 = 0x14d # Right xkeymap.keycode.105 = 0x11d # Control_R xkeymap.keycode.118 = 0x152 # Insert xkeymap.keycode.119 = 0x153 # Delete xkeymap.keycode.110 = 0x147 # Home xkeymap.keycode.115 = 0x14f # End xkeymap.keycode.135 = 0x15d # Menu
Para que a alteração entre em vigor, feche a janela de visualização e abra-a novamente.
Outra solução, mais simples, mas que não funciona em todos os casos, é adicionar a opção:
xkeymap.nokeycodeMap = TRUE
… em vez de todas as anteriores. Ela desativa o uso do mapeamento de teclas por parte do VMware, resolvendo o problema pela raiz.
Você pode criar várias máquinas virtuais e ativá-las ou desativá-las usando os botões de iniciar e parar no menu do topo. Está disponível também uma função de pausa, que faz com que todo o conteúdo da memória RAM da VM seja salvo em um arquivo, permitindo que ela volte ao mesmo ponto em que estava ao ser reativada.
É importante enfatizar que as máquinas virtuais são inteiramente independentes da janela de visualização. Ao fechar a janela, a VM continua rodando em background. Para realmente desativá-la, é necessário voltar à interface de administração e clicar no botão de parar:
Ao usar uma VM com o Windows, é importante instalar o VMware Tools, um conjunto de drivers que faz o sistema guest rodar com um melhor desempenho e de forma mais transparente, sobretudo com relação ao vídeo. Isso é necessário, pois, de dentro da máquina virtual, o sistema guest não enxerga o hardware real da sua máquina, mas sim um conjunto de dispositivos virtuais criados por ele. É por isso que você pode usar a mesma VM em vários micros diferentes, sem precisar ficar instalando drivers nem modificando o sistema guest. Ele é especialmente importante se você estiver usando o Windows 98 ou 2000 como guest, pois ambos não possuem drivers para a placa de vídeo virtual do VMware, fazendo com que o vídeo fique a 640×480, sem qualquer tipo de aceleração.
Para instalar, use o “Install VMware Tools” na interface de administração. O VMware simula a inserção de um CD-ROM dentro da máquina virtual, o que (dentro do Windows) faz com que o instalador seja aberto automaticamente dentro da VM:
Para usar dispositivos USB dentro da máquina virtual, volte à tela inicial e clique no ícone ao lado do de reiniciar. Isso abre um menu com os dispositivos USB plugados, onde basta marcar os que quer compartilhar com a VM. Em muitos notebooks, a câmera e/ou o leitor de cartões são internamente ligados ao barramento USB, o que permite que você os compartilhe com a VM, junto com outros periféricos.
É possível também compartilhar a placa de som com a máquina virtual, o que permite ouvir música e usar programas como o Skype. Para isso, finalize a VM usando o botão de parar e, dentro do menu de comandos, clique no “Add Hardware”. No menu seguinte, clique no “Sound Adapter” e confirme:
Este mesmo menu pode ser usado para adicionar novos discos virtuais, simulando um PC com vários HDs (uma boa forma de testar a instalação de vários sistemas em dual-boot por exemplo). É possível também adicionar vários CD-ROMs virtuais, indicando várias imagens ISO.
O VMware oferece também um “Setup” para as máquinas virtuais. Ele permite ajustar a ordem de boot, acertar o relógio e algumas outras opções, e pode ser acessado pressionando a tecla F2 logo no início do boot. Assim como em um PC real, a opção é mostrada muito rapidamente. Para vê-la, é preciso reiniciar a VM com a interface de visualização aberta.
Outra opção (mais à prova de falhas) para acessar o Setup é usar a opção “Configure VM > Power > Enter the BIOS setup screen the next time this virtual machine boots” que, como o nome sugere, faz com que a VM exiba a tela do Setup no próximo boot, sem que você precise pressionar a tecla F2:
Como você vai logo perceber, a interface de administração do VMware Server não é completamente estável, algo que era de se esperar, considerando que ela leva as tecnologias de desenvolvimento web ao limite. Este é o principal motivo de muitos terem resistido à ideia, preferindo continuar utilizando as versões antigas do VMware Server (da série 1.0.x), que ainda usam uma interface tradicional.
De qualquer maneira, os problemas com a interface web não atrapalham tanto (já que problemas na interface não afetam o funcionamento das VMs) e basta dar um reload na janela do navegador quando algo acontece. Além disso, eles tendem a desaparecer com o lançamento de versões atualizadas do software.






