Presumindo que você já tenha definido o layout do teclado na etapa inicial, o próximo passo é especificar as partições de instalação, começando pela terceira opção, “Addswap”:
A partição swap é detectada automaticamente pelo instalador, sempre que estiver presente. Em seguida o instalador pergunta qual será a partição raiz (/), ou seja, em qual partição o sistema será instalado. Se você tiver apenas uma partição Linux, ela fica pré-selecionada, caso contrário você pode escolher qual usar na lista:
Em seguida, você pode definir pontos de montagem para as demais partições do HD, incluindo a partição home (caso usada) e partições usadas pelo Windows ou outra distribuição Linux instalada em dual-boot. Ao selecionar a partição na lista, o instalador pergunta em qual diretório ela deve ser montada e, em seguida, se a partição deve ser formatada, ou se ela deve simplesmente ficar acessível, sem alterações:
Ao usar uma partição home separada, basta indicá-la na lista e definir o ponto de montagem “/home” para ela. Se você criou a partição no início da instalação, não esqueça de formatá-la, já que o cfdisk apenas cria as partições, deixando a formatação a cargo do instalador.
Ao formatar cada partição, o instalador oferece a opção de fazer um exame de superfície, em busca de setores defeituosos (opção “Check”). Esta é, na verdade, uma opção obsoleta, que é necessária apenas em HDs antigos. Nos atuais (praticamente qualquer HD com a partir de 4 GB), o exame de superfície é desnecessário, pois a controladora é capaz de marcar os setores defeituosos automaticamente, monitorando os erros de leitura:
O instalador continua repetindo o menu de seleção das partições até você selecionar a opção “Continue” na tela principal. Ao finalizar, é mostrado um diálogo com as linhas que serão incluídas no arquivo “/etc/fstab”, dentro da partição de instalação.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, o que o instalador faz nesse ponto é simplesmente montar as partições (como você faria ao acessá-las através do terminal), de forma que elas sejam usadas durante a instalação e, em seguida, adicionar as linhas correspondentes no fstab, para que elas sejam montadas durante o boot daí em diante. Instaladores de outras distribuições seguem esta mesma ideia, muito embora geralmente de forma mais elaborada.
Caso você esteja instalando em dual-boot, o instalador (a partir do Slackware 12.1) detecta a partição do Windows e pergunta se você quer montá-la usando o NTFS-3g.
Você precisa apenas indicar em que pasta a partição deve ser montada (“/mnt/windows”, por exemplo) e escolher o modo de acesso. Use o “umask 000” para poder acessar os arquivos sem restrição usando seu login de usuário.
Em seguida, o instalador pergunta sobre a mídia de instalação. Normalmente, basta manter a opção padrão “Install from a Slackware CD or DVD” e, em seguida a opção “auto” pra que ele localize o drive sozinho. Entretanto, o instalador também suporta instalar a partir de uma partição do HD, para onde tenham sido copiados os arquivos dos CDs de instalação, ou mesmo via rede, o que pode ser útil em casos em que você tem apenas o primeiro CD (ou está instalando a partir de um pendrive) e quer que o instalador busque os demais pacotes em um compartilhamento de rede:
Antigamente, era possível instalar o Slackware através de disquetes, o que naturalmente não é mais possível hoje em dia, devido ao tamanho do kernel e de muitos pacotes. Em vez deles, a mídia alternativa de instalação para máquinas sem CD-ROM passou a ser o pendrive. A grande maioria das placas-mãe atuais suportam o boot através da porta USB, o que permite que os pendrives substituam os antiquados disquetes com diversas vantagens. Com a popularização de máquinas sem drive de CD/DVD, como no caso dos Netbooks, instalar o sistema usando um pendrive tem se tornado uma opção cada vez mais comum.