Opções finais

Em seguida, temos uma etapa mais simples: a criação do usuário padrão e a definição das senhas. Uma peculiaridade do instalador é que, por default, não são solicitadas senhas separadas para o root e para o usuário padrão criado durante a instalação. Diferente do Ubuntu, onde a conta de root vem travada por padrão, no OpenSUSE ela simplesmente compartilha a mesma senha da conta de usuário padrão.

Para atribuir uma senha separada para o root durante a instalação, é preciso desmarcar a opção “Usar esta senha para o administrador do sistema”. Naturalmente, você pode também substituir a senha depois de instalado usando o “su -” (para se logar como root) e em seguida o comando “passwd”.

Você pode se perguntar qual o objetivo do instalador se prender a minúcias como o método de autenticação local ou o método de encriptação de senhas que será usado; mas, se você tiver a curiosidade de clicar no “Alterar…” vai notar que ele oferece opções de logar em servidores LDAP ou em servidores PDC (Domínio do Windows), uma configuração bastante útil em grandes redes, mas que é bastante indigesta em outras distribuições:

Definidas as senhas, você tem acesso a um resumo das opções. Até esse ponto, nenhuma alteração é feita no particionamento do HD, de forma que se algo estiver errado, você tem uma última chance de modificar o particionamento ou abortar a instalação:

À primeira vista, parece apenas uma lista simples, que você apenas aceita depois de dar uma olhada rápida. Entretanto, este é um daqueles casos em que as aparências enganam. Todos os títulos são opções clicáveis, que levam a telas adicionais de configuração, que dão acesso a opções que não são mostradas durante as etapas iniciais da instalação (a opção de desabilitar o uso do UTF8, por exemplo, está escondida dentro das opções avançadas das configurações de local):

Para ter acesso à seleção manual de pacotes, acesse a opção “Software”. O gerenciador originalmente mostra apenas a divisão por categorias; para ter acesso à seleção individual de pacotes, clique no “Detalhes”:

Depois de mais uma última confirmação, começa a instalação propriamente dita, com o longo e tedioso processo de instalação dos pacotes. Clique no “Notas de lançamento” para ler algumas dicas sobre as mudanças em relação às versões anteriores, ou simplesmente vá fazer outra coisa e volte depois de 20 minutos… 🙂

A partir do OpenSUSE 11, os pacotes passaram a ser comprimidos usando o sistema LZMA, em vez do tradicional bzip2. Isso resultou em uma redução de quase 50% no tempo de instalação dos pacotes, o que é uma novidade mais do que bem-vinda.

Concluída a cópia dos arquivos, o instalador reinicia o micro, dando boot através do sistema instalado no HD. Este reboot compulsório é o principal motivo da opção de inicializar através do HD ficar selecionada por default ao dar boot através do DVD do OpenSUSE, já que, do contrário, quem esquecesse de retirar o DVD depois dessa etapa acabaria iniciando novamente a instalação.

Depois de reiniciar, o instalador executa um script automático de configuração da rede e do hardware da máquina, detectando placas wireless, placas de TV e outros dispositivos suportados. Graças ao trabalho da equipe do Alsa, estão disponíveis também alguns drivers para softmodems, baseados em chipsets Intel, ATI e VIA; por isso, não se surpreenda se seu modem discado que estava acumulando poeira, subitamente ganhar vida.

O instalador não pergunta sobre o nome da máquina, escolhendo um nome aleatório como “linux-fiug”. Você pode trocar o nome posteriormente através do YaST, no Dispositivos de Rede > Configuração de Rede > Hostname/DNS”.

Se você desmarcou a opção “Usar configuração automática” no início da instalação, a configuração automática dá lugar a uma série de opções adicionais, com destaque para a configuração detalhada da rede. Nesse caso, você pode não apenas trocar o nome da máquina, mas também desativar o firewall ou o suporte a IPV6, conectar usando um modem ADSL configurado em modo bridge, e até mesmo ativar um servidor VNC, para acesso remoto:

Por padrão, o OpenSUSE utiliza a configuração tradicional de rede, onde a configuração é salva dentro de arquivos de configuração na pasta “/etc/sysconfig/network/scripts”. A opção de configurar a rede usando o NetworkManager (como no Ubuntu), onde você pode a conectar a redes wireless e alterar a configuração usando o ícone ao lado do relógio, aparece dentro das configurações de rede:

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