Opções do Kcontrol

As configurações do KDE são organizadas em um utilitário central, o Kcontrol. Ele tem vários quartos escuros e passagens secretas; então, mesmo que você já use o sistema há algum tempo, é provável que você não conheça muitas das opções. Vamos então a algumas dicas gerais sobre a personalização e sobre os componentes do KDE 3, que você pode usar também em outras distribuições baseadas nele.

Para começar, existem dois modos de exibição para as opções dentro do Painel, em Árvore ou em Ícones, que você define na opção “Ver > Modo”, na janela principal. Como são muitas opções, muita gente prefere o modo de exibição em ícones, onde ao clicar sobre uma seção, você passa a ver apenas as opções referentes a ela. Você pode também ajustar o tamanho dos ícones e definir atalhos de teclado para estas opções.

Aqui vai um resumo de algumas opções importantes:

Administração do Sistema: Algumas partes desta seção podem ser acessadas apenas pelo root, já que alteram aspectos sensíveis do sistema. Para ter acesso a elas, clique no botão “Modo Administrador”. A seção “Gerenciador de Login” permite configurar a tela de login do sistema, alterando as cores, papel de parede, etc. É aqui que você pode também ativar ou desativar o autologin, que faz com que o usuário selecionado seja logado automaticamente ao colocar o sistema em modo init 4 (no “/etc/inittab”), ou seja, com o ambiente gráfico sendo carregado por padrão, como em outras distribuições.

O módulo “Instalador de Fontes” permite que você instale fontes truetype que passam a ser usadas automaticamente pelos programas instalados. Ele é bem simples de usar: clique no “Adicionar Fontes”, indique a pasta e onde estão as fontes, selecione os arquivos e confirme.

Você pode tanto instalar as fontes logado como usuário normal (de modo que elas fiquem disponíveis apenas para o seu login) quanto como root, tornando-as disponíveis para todos os usuários. Não é difícil encontrar vários sites que disponibilizam fontes por aí. Você também pode copiar as pastas de fontes do Windows (C:\Windows\Fonts) ou de programas como o Corel Draw.

Instalar as fontes do Windows permite que os documentos escritos no Microsoft Office sejam exibidos com formatação perfeita no OpenOffice, por exemplo, pois você terá instaladas as mesmas fontes que o autor original usou.

As fontes ficam automaticamente disponíveis para os navegadores e também para programas como o OpenOffice/BrOffice. Você pode inclusive usar as novas fontes para personalizar o visual do sistema, acessando a seção “Aparência > Fontes” dentro do painel de controle.

Desde o KDE 3.3, existe uma forma ainda mais simples de instalar novas fontes. Abra uma janela do Konqueror e digite “fonts:/” na barra de endereços. Você verá duas pastas: “Pessoal” e “System”. Para instalar novas fontes, você só precisa arrastar os arquivos para dentro de uma das pastas para que elas sejam automaticamente reconhecidas pelo sistema, como você faz no Windows ao copiar novas fontes para a pasta “C:\Windows\Fonts”.

Copiando as fontes para a pasta “Pessoal”, você faz uma instalação particular, válida apenas para o seu usuário. Copiando para a pasta “System”, você instala de uma vez para todos os usuários cadastrados no sistema. Neste caso, o Konqueror vai pedir a senha de root.

Para ativar o login automático (que serve como um bom complemento para a abertura automática do X), marque a opção “Gerenciador de Login > Conveniência > Habilitar login automático”, indicando o usuário que será logado e (opcionalmente) um tempo de atraso, para que você tenha a opção de mudar o usuário quando quiser se logar com outro:

A opção do login automático é configurada através do Centro de Controle do KDE (e não por meio de algum arquivo de configuração do sistema) porque o login é feito através do KDM, que é um componente do KDE. Ele permite que você escolha qual usuário usar, verifica a senha e carrega o KDE ou outro ambiente de trabalho escolhido.

Aparência & Temas: Esta é provavelmente a área mais acessada do kcontrol. Parece que todo mundo gosta de personalizar o seu desktop e o KDE oferece uma grande flexibilidade neste sentido. Você pode alterar a decoração das janelas, o tamanho da barra de tarefas, o conjunto de ícones do sistema e assim por diante. Além dos componentes que vêm pré-instalados no sistema, existem centenas de conjuntos de ícones, papéis de parede, conjuntos de sons de sistema, etc. que você pode baixar no https://www.kde-look.org.

Para instalar um conjunto de ícones, baixe o arquivo .tar.gz (neste caso um simples arquivo compactado contendo os ícones e não um pacote com código-fonte), acesse a seção “Ícones” e clique no “Instalar Tema”. A partir daí, você pode escolher qual tema usar através da lista. O tema padrão do KDE 3.x é o “Crystal SVG”, um conjunto de ícones bonito e neutro, que agrada a maioria. Outros temas populares são o Slick, o Crystal Clear, o Nuvola e o Noia.

O Wallpaper é a personalização mais simples. Para alterar vá em “Fundo de Tela > Papel de Parede”. O KDE suporta imagens em vários formatos, incluindo .jpg, .gif, .png e .bmp. Você pode usar também a opção “show de slides”, onde você aponta uma pasta com várias imagens e ele troca a imagem periodicamente. Você pode ter um papel de parede diferente a cada minuto, por exemplo, ou criar um show de slides com diferentes fotos (amanhecer, meio-dia, pôr-do-sol, etc.) e ajustar o sistema para alternar entre elas seguindo o horário do dia.

Nos menus Cores, Fontes, Estilo, Painéis e Decoração de Janela você pode configurar várias opções relacionadas ao visual do sistema. A “Decoração da Janela” é a moldura com a barra de arrastar (e os ícones para maximizar, minimizar e fechar) usada em todas as janelas abertas. Você pode trocar a decoração de janela por outra, com ícones parecidos com os do Windows ou MacOS X, por exemplo.

Uma opção que você provavelmente vai querer alterar é a “Decorações de Janela > Tamanho da Borda”. Usando “Tamanho da borda > Minúsculo” e desmarcando o “Borda da janela colorida” você elimina a borda azul em torno das janelas.

O estilo determina a aparência dos botões, barras de rolagem e outros componentes da tela, e todos suportam configurações adicionais através das opções na aba. Você pode ativar o efeito (2D) de sombra de menu através do “Efeitos > Sombra de menu”, por exemplo.

A opção “Fontes” (que à primeira vista parece uma duplicação da opção para instalar fontes disponível na seção anterior) esconde uma das configurações mais importantes, que é justamente a configuração das fontes de exibição. Além da tradicional escolha das fontes e dos tamanhos, não deixe de ativar o uso do antialiasing, desmarcando a opção “Excluir intervalo” dentro da configuração. Sem o antialiasing, as fontes ficarão serrilhadas, com um aspecto realmente ruim.

Outra dica é que, de acordo com a geometria do monitor, o X pode decidir utilizar 120 DPI por padrão, em vez de 96 DPI. Isso faz com que todas as fontes de tela fiquem dois pontos maiores. Para resolver isso, basta ajustar a opção manualmente:

A “Tela de Apresentação”, que é a animação exibida durante a abertura do KDE, é, na verdade, um conjunto de imagens que fica na pasta “/usr/share/apps/ksplash/pics/”. Assim como no caso dos ícones, você pode baixar novos temas no kde-look e instalá-los usando a opção “Tela de Apresentação > Adicionar”.

Área de Trabalho: Nesta seção estão opções relacionadas à barra de tarefas, menu iniciar e ao comportamento das janelas. Um exemplo: no Windows um clique duplo sobre uma janela faz com que ela seja maximizada, enquanto que no KDE o padrão é ocultar a janela, deixando apenas a barra de títulos, um comportamento natural para quem está acostumado com outros gerenciadores de janela, mas bem estranho para quem vem do Windows.

Você pode alterar isso na opção “Comportamento de Janela > Ações da barra de título”. Para ficar como no Windows, configure a opção “Clique duplo na barra de títulos:” como “Maximizar”.

Como você pode ver no screenshot, é possível definir funções para os outros botões. Na configuração padrão, o botão do meio serve para rebaixar a janela, ou seja, fazer com que ela fique abaixo das outras janelas abertas:

Um recurso interessante, oferecido não apenas pelo KDE, mas pelas interfaces do Linux em geral, são os desktops virtuais. Cada desktop funciona como uma área independente e você pode alternar entre eles usando atalhos de teclado.

No KDE você pode alternar entre as áreas de trabalho virtuais pressionando Ctrl + uma das teclas de função (da F1 à F12), como em Ctrl+F2 (para mudar para o segundo desktop),Ctrl+F1 (para voltar para o primeiro), etc. Para enviar um programa aberto para outro desktop virtual, clique sobre a barra com o botão direito do mouse e use a opção “Para o ambiente…”.

Os desktops virtuais permitem organizar melhor os programas abertos e alternar entre eles com mais facilidade. Você pode organizar os programas “por tema”, por exemplo; deixando todas as janelas do navegador no primeiro desktop, as janelas do editor de textos e o leitor de e-mails no segundo, e assim por adiante.

Você pode ajustar o número de desktops virtuais através da opção “Múltiplas Áreas de Trabalho”. Uma observação é que cada desktop virtual faz com que o sistema passe a consumir entre 2 e 4 MB a mais de memória RAM (de acordo com a resolução de vídeo usada), o que pode ser um problema em micros com 256 MB ou menos. O KDE usa 4 ambientes virtuais por padrão, um número que você pode aumentar ou reduzir no “Área de Trabalho > Múltiplas áreas de trabalho”.

Como um complemento, temos o pager, que é exibido por padrão na barra de tarefas. Ele é um applet que permite alternar entre as áreas de trabalho. O KDE oferece um grande número de outros applets similares, que podem ser adicionados à barra de tarefas. Para isso, clique com o botão direito sobre a área vazia. No menu, clique no “Adicionar > Mini-aplicativo ao painel”. Vale a pena perder um pouco de tempo testando as opções disponíveis:

Voltando ao Kcontrol, você encontra mais opções de personalização da barra de tarefas na opção “Painéis”, incluindo seu tamanho, pano de fundo (a barra pode ficar transparente ou usar uma imagem qualquer como fundo), entre várias outras configurações. Você pode até mesmo ativar uma segunda barra de tarefas, exibida no topo da tela, como usado no GNOME e no Mac OS.

Componentes do KDE: Esta seção concentra algumas opções “Avançadas” relacionadas ao funcionamento do KDE. A mais importante é provavelmente a seção “Associações de Arquivos”, onde você define quais programas serão usados para abrir cada extensão de arquivo. Você pode atribuir a mesma extensão para dois ou mais programas e definir uma ordem de prioridade, onde o primeiro abre os arquivos por default, mas você pode escolher um dos outros clicando com o botão direito sobre o arquivo.

Muitos programas alteram as associações padrão ao serem instalados, assumindo a posse dos formatos de arquivos que suportam, mas você sempre pode alterar as configurações, além de criar novas associações de arquivos através do painel:

O KDE usa o Ispell como corretor ortográfico. O mesmo corretor é usado em vários programas do KDE, incluindo o Konqueror, Kedit, Kword e outros. O corretor entra em ação até mesmo ao postar uma mensagem em um fórum ou blog através do Konqueror, grifando em vermelho as palavras incorretas.

Se esta opção não estiver habilitada por padrão, clique com o botão direito sobre o texto escrito dentro do Konqueror e marque a opção “Verificar ortografia automaticamente”. A grande limitação é que o corretor não é integrado ao OpenOffice, de forma que você fica com dois corretores diferentes, cada um usando uma lista de palavras própria.

Na opção “Gerenciador de arquivos” existem algumas opções referentes ao Konqueror, como as fontes usadas e os tipos de arquivos para os quais ele exibe previews. Na opção “Performance do KDE” existe um item importante, relacionado ao uso de memória. Selecione a opção “Minimizar uso de memória > Nunca” se você tem 256 MB de RAM ou mais, isso melhora o desempenho geral do KDE e evita alguns problemas esporádicos.

Internet & Rede: Esta seção concentra opções relacionadas à configuração da rede. A opção “Compartilhamento de Arquivos” permite criar compartilhamentos de rede Samba e NFS (os dois simultaneamente) de uma forma simples. Naturalmente, para compartilhar arquivos com máquinas Windows, é preciso que o servidor Samba esteja instalado, o que no Slackware é feito através da instalação do pacote “samba”, que faz parte da categoria N.

A opção “Compartilhamento do desktop” abre a tela de configuração do krfb, que permite compartilhar a imagem do desktop com outras máquinas da rede, para fins de suporte, enquanto a “Rede sem fio” mostra a configuração do kwifimanager. Ambos estão disponíveis através do iniciar.

As opções “Navegador Web”, “Navegação em Rede Local” e “Proxy” estão relacionadas ao Konqueror. A primeira contém opções diversas relacionadas ao navegador, incluindo as opções de cache e as relacionadas à segurança. A segunda permite configurar um usuário e senha padrão para o acesso a compartilhamentos de outras máquinas da rede, ao usar o módulo “smb:/” do Konqueror. A última contém a configuração de proxy, caso você esteja dentro de uma rede que utilize um.

Periféricos: Nesta seção você encontra configurações relacionadas ao mouse, joystick e monitor, além de poder ver e gerenciar as impressoras instaladas. Ao contrário do que seria de se esperar, a maioria das configurações do teclado vão na seção “Regional e Acessibilidade”. Aqui você encontra apenas as opções de ajustar a taxa de repetição e o comportamento da tecla NumLock.

As opções para economia de energia do monitor estão escondidas dentro da opção “Tela > Controle de Energia”, onde você configura a economia de energia para o monitor entre as opções Standby, Suspend e Power Off. Estas opções podem desligar também o HD, caso você tenha configurado isso no setup do micro.

Um monitor de CRT 17″ consome cerca de 110 Watts de energia, então é sempre importante fazer com que ele desligue quando o PC não estiver em uso. Mesmo os monitores de LCD consomem de 30 a 50 watts (de acordo com o tamanho), por isso a economia acaba também sendo significativa.

Bem antigamente, se recomendava que o monitor só deveria ser desligado quando o micro fosse ficar sem uso por mais de uma hora, mas os modelos fabricados de 2001 para cá podem ser desligados mais frequentemente, sem prejuízo para a vida útil. Você pode configurar o Suspend para 5 minutos de inatividade e o Power Off para 15 minutos, por exemplo.

No caso dos monitores de LCD, os desligamentos depois de 15 minutos de inatividade ajudam a prolongar a vida útil. Basicamente, a tela de um monitor de LCD é como um chip, ela não tem vida útil definida, pode trabalhar durante décadas sem problemas.

O que pode eventualmente queimar depois de alguns anos de uso são as lâmpadas de catodo frio que iluminam a tela. Nos modelos atuais elas têm uma vida útil estimada em cerca de 20 mil horas. Estas lâmpadas podem ser substituídas, mas não é exatamente um conserto barato, então o ideal é fazê-las durar o máximo possível. Outra fonte comum de problemas é a fonte de alimentação, mas ela pode ser trocada facilmente, ao contrário dos componentes internos.

Na opção “Tela > Tamanho e Orientação”, você encontra um pequeno utilitário que permite alterar rapidamente entre as resoluções e taxas de atualização suportadas pelo monitor. Esta opção depende da distribuição em uso ter detectado corretamente o monitor e ter configurado corretamente o arquivo “/etc/X11/xorg.conf”. Na opção “Gama” você pode ajustar via software o brilho do monitor, complementando as funções dos botões.

Regional & Acessibilidade: O KDE possui um projeto bastante abrangente de internacionalização, que consiste não apenas em traduzir a interface para os mais diversos idiomas, mas também incluir suporte a diversos layouts de teclado e outras particularidades de cada região.

O suporte ao português do Brasil está entre os mais completos, concentrado no pacote “kde-i18n-ptbr”. Existem dezenas de outros pacotes de internacionalização: você pode inclusive instalar vários e configurar a língua padrão do sistema no “País/Região & Idioma > Localização”. Esta seção inclui também a configuração do teclado e a configuração dos atalhos de sistema, feita através do “Atalhos de teclado”.

O KDE permite associar atalhos de teclados para a maioria das funções do sistema, o que você configura na seção “Atalhos de Teclado”. Se você é da velha guarda e tem saudades da época do modo texto, onde tudo era feito através de atalhos de teclado, se sentirá em casa.

Além dos atalhos de teclado relacionados às janelas e ao uso do sistema, você pode definir atalhos para abrir programas ou executar comandos diversos na seção “Teclas de Atalho” (ou “Ações de Entrada”, dependendo da versão do KDE que estiver utilizando). Parece estranho ter duas seções separadas para definir teclas de atalho, mas esta divisão até que faz um certo sentido, separando os atalhos do KDE dos atalhos “gerais” definidos para outros comandos e programas.

Por exemplo, no Windows a tecla “Print Screen” serve para tirar um screenshot da tela. No KDE você pode usar o Ksnapshot, que além de oferecer várias opções, também pode salvar diretamente a imagem no formato de sua preferência, sem ter que colar em algum programa de edição de imagens e salvar através dele. Para configurar o KDE para abrir o Ksnapshot ao pressionar a tecla Print Screen, acesse o “Ações de entrada > Preset Actions > Nova Ação”.

Dê um nome à nova ação, como “PrintScreen”. Na aba “Gatilhos”, clique em “Novo > Disparo de Atalho” e, na janela que define o atalho de teclado, pressione a tecla Print Screen. Na aba “Ações”, clique em “Novo > Comando/URL” e coloque o “ksnapshot” como comando a ser executado.

Este utilitário permite definir atalhos bastante sofisticados, inclusive transmitindo comandos para outros aplicativos abertos (como fazer o Audacious avançar ou retroceder a música, por exemplo). Veja a categoria “Examples” dentro da janela para ver mais exemplos de uso:

Som & Multimídia: O KDE 3 possui seu próprio servidor de som, o Arts. Ele coordena o acesso à placa de som, permitindo que vários programas toquem sons simultaneamente (mesmo que a placa de som não ofereça esse recurso via hardware), entre outros recursos.

Apesar de ter sido um “mal necessário” durante muito tempo, o Arts é atualmente pouco usado, pois o Alsa e, consequentemente, os drivers de som do Linux de uma forma geral, evoluíram bastante nos últimos anos e passaram a oferecer suporte a múltiplos fluxos de áudio e outros recursos nativamente.

O Arts vem desativado por padrão na maioria das distribuições, deixando com que os programas acessem a placa de som diretamente. Se você tiver problemas relacionados à reprodução em alguns programas específicos, experimente ativá-lo e marcar a opção “Suspensão automática se ocioso por…”, deixando o tempo de espera em 4 segundos. Isso faz com que o Arts fique ativo apenas quando algum programa tentar usá-lo, sem ficar bloqueando a placa de som o tempo todo.

Ao ativar o Arts, você pode ajustar a prioridade do servidor de som e também o tamanho do buffer de áudio (opção Buffer de Som). Você pode diminuir bastante a utilização do processador ao ouvir música, e de quebra ganhar imunidade contra eventuais falhas nos momentos de atividade, simplesmente aumentando o buffer para 400 ms ou mais. Assim o sistema passa a contar com uma reserva maior e pode utilizar melhor os tempos ociosos do processador para decodificar o áudio.

O KDE é capaz de ripar CDs de música nativamente. Experimente colocar um CD de música no drive e acessar o endereço “audiocd:/” no Konqueror. Ele exibe as faixas de um CD de áudio na forma de arquivos .mp3, .ogg e .wav, em pastas separadas. Arraste a pasta com o formato desejado para o desktop e o CD de música é ripado e convertido automaticamente. O mesmo pode ser feito através do Kaudiocdcreator, que oferece uma interface mais parecida com um ripador de CDs. Em qualquer um dos dois casos, você pode ajustar a qualidade dos arquivos .mp3 ou .ogg gerados através da opção “CDs de Áudio”.

Na seção “Notificações do Sistema”, estão disponíveis também as opções de avisos sonoros e visuais do sistema, de uma forma geral.

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