Instalando a partir do código-fonte

Se tudo mais falhar, existe também a opção de instalar programas a partir do código-fonte, distribuídos na forma dos famosos pacotes .tar.gz ou .tar.bz2.

Eles são o formato mais universal, porém ao mesmo tempo o mais complicado de instalar, que você deixa como um último recurso a lançar mão quando não encontrar um pacote atualizado do programa desejado. Embora a instalação
nem sempre esteja livre de problemas (já que muitas vezes você precisará sair caçando algum compilador ou biblioteca específica), instalá-los no Slackware é mais simples do que em outras distribuições (desde que você tenha instalado os pacotes da
categoria D, naturalmente), pois o sistema oferece um conjunto bastante completo de compiladores.

Uma dica é que todos os pacotes cujo nome termina com “-dev” são justamente bibliotecas de desenvolvimento, que podem ser necessárias ao compilar determinados programas. Quando o instalador reclama da falta de bibliotecas ou
arquivos do X, provavelmente ele está dando falta do pacote “xlibs-dev”; quando reclama da falta de arquivos do KDE, provavelmente está pedindo o pacote “libqt3-dev”, e assim por diante.

A maior dificuldade em compilar programas complexos está justamente em localizar e instalar o conjunto de bibliotecas de que ele precisa. Desde que você instale todos os pacotes da categoria D, as instalações ocorrem sem
grandes dificuldades.

Se os pré-requisitos estiverem em ordem, a compilação em si é feita descompactado o arquivo (usando o comando “tar –zxvf pacote.tar.gz” ou “tar –jxvf pacote.tar.bz2″), acessando a pasta que será criada e
rodando três comandos básicos:

$ ./configure
$ make
$ su
# make install

O “./configure” executa um script (dentro da pasta do programa), que verifica o sistema, em busca dos componentes de que precisa. Ele avisa caso algo esteja faltando, permitindo que você tente solucionar o problema,
instalando o componente faltoso.

O “make” cuida do trabalho pesado, fazendo a compilação propriamente dita. Ele se baseia nas informações deixadas pelo “./configure” para encontrar os componentes de que precisa.

Finalmente, temos o “make install”, que finalmente instala o programa, copiando os arquivos gerados pelo make para as pastas corretas do sistema. Ao contrário dos dois primeiros comandos, ele precisa ser executado como root,
já que envolve fazer alterações no sistema.

Apesar destes três comandos serem um padrão adotado na maioria dos pacotes, eles não são necessariamente uma regra. Muitos programas usam sistemas simplificados de instalação ou mesmo scripts próprios, por isso é sempre bom
dar uma olhada no arquivo “INSTALL” ou “README” dentro da pasta, que explica os passos necessários. Em geral, os programas instalados a partir dos fontes não criam os ícones no menu. Você precisa chamar o programa via linha de comando ou criar os ícones
manualmente.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 03/11/2010 17:05

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