O editor de imagens mais usado no Linux é o Gimp (www.gimp.org), que mantém o posto há várias gerações. Apesar de possuir uma base de usuários relativamente pequena se comparado ao Photoshop, que é o inevitável concorrente direto, o Gimp continua sendo ativamente desenvolvido e trazendo novos recursos a cada versão
Além dos recursos básicos de edição, suporte a camadas, etc. ele inclui um conjunto bastante completo de filtros, que são complementados pelo Script-Fu, que permite o desenvolvimento de extensões e efeitos escritos em Perl ou outras linguagens.
A maior dificuldade tem a ver mais com a disposição das funções e a interface em geral. Embora o Gimp seja muito similar ao Photoshop em recursos, a interface é organizada de forma diferente e muitos efeitos são obtidos através do uso de duas ou mais ferramentas. O Gimp também não é um programa especialmente fácil de usar para quem não tem uma boa noção sobre o uso de programas gráficos, pois exige uma certa curva de aprendizado.
Muitos apontam a falta de suporte a CMYK (suportado apenas de forma precária através de um plugin) como o principal fator para a falta de popularidade do Gimp dentro do meio gráfico, mas na verdade isso tem mais a ver com a cultura em torno do Photoshop do que com a ferramenta propriamente dita. Sob um certo ponto de vista, a briga lembra bastante a do Microsoft Office contra o OpenOffice, onde o primeiro se mantém na liderança devido à questão da cultura e da familiaridade dos usuários, muito embora as duas ferramentas sejam similares em funções.
Existem alguns sites em português com dicas sobre o Gimp, dois dos mais conhecidos são o www.ogimp.com.br/ e o www.gimp.com.br/. Você também vai encontrar uma grande quantidade de tutoriais e exemplos no www.gimp.org/docs/, no www.gimpusers.com/ e no https://www.gimptalk.com/.
O principal concorrente do Gimp é o Krita, um aplicativo que faz parte do Koffice. Ele é usado por padrão em várias distribuições baseadas no KDE (já que o Gimp é baseado na biblioteca GTK2) e realmente oferece um bom conjunto de funções, combinado com uma interface agradável de usar. Por ser um projeto muito mais novo, ele ainda não atingiu o mesmo nível de maturidade do Gimp, mas pode ser apenas questão de tempo.
Se você estiver à procura de um programa mais simples, mais no estilo “paint”, pode experimentar o Kolourpaint, que também faz parte do KDE e vem pré-instalado em muitas distribuições. Outro aplicativo bastante conhecido é o TuxPaint (www.tuxpaint.org/), um aplicativo de desenho para crianças que é bastante amigável.
Em uma categoria à parte, temos o Inkscape, um programa de desenho vetorial, similar em muitos aspectos ao Corel e ao Illustrator. O principal atrativo do Inkscape é que, apesar do programa conter muitas funções e ser bastante poderoso, a interface e as funções são bem simples de usar, com as ferramentas fazendo o que são projetadas para fazer, sem esquisitices.
Ele utiliza por padrão o formato SVG, uma espécie de padrão entre os programas vetoriais. Você pode abrir os arquivos criados no Inkscape diretamente no Illustrator ou importá-las no Corel. Eles também oferecem a opção de exportar em SVG, de forma que existe um bom nível de intercompatibilidade.
Clicando em “Ajuda > Tutoriais” você tem acesso aos arquivos de ajuda do Inkscape, que são documentos editáveis, em SVG. Esta é uma ideia bem interessante, pois todos os campos e exemplos podem ser editados através do próprio Inkscape, permitindo que você realmente coloque a mão na massa enquanto está lendo, editando os exemplos e testando as funções. Você pode encontrar uma quantidade muito grande de cliparts e desenhos editáveis e de livre distribuição (a maior parte em SVG), bem úteis para treinar e usar no dia a dia no:https://www.openclipart.org/.
Temos ainda o Blender, o famoso aplicativo de modelagem e renderização 3D que, apesar de estar longe de ser um aplicativo fácil de usar, possui um número surpreendentemente grande de usuários e colaboradores. Ele tem crescido também no meio profissional, ajudando na produção dos efeitos 3D de alguns filmes (como o Spider-Man 2) e sendo utilizado até na produção de jogos, na forma do Game Blender.
Originalmente, o Blender utilizava uma licença mista, com algumas partes do programa cobertas pela GPL, enquanto a maior parte era proprietária. Apesar disso, o Blender era gratuito, tanto na versão Linux quanto na versão Windows.
Entretanto, a empresa que desenvolvia o Blender passou por problemas financeiros e acabou sendo comprada. Acontece que os compradores estavam mais interessados na propriedade intelectual e no quadro de funcionários, e demonstraram pouco interesse em continuar o desenvolvimento do projeto.
Nessa época, o Blender já tinha muitos fãs e um grupo se uniu e propôs a compra dos direitos por 100.000 euros. A proposta foi aceita e o dinheiro foi arrecadado através de uma campanha feita via web. O resultado é que, depois de resolvida toda a papelada, o Blender passou a ser licenciado integralmente sob a GPL e a ser desenvolvido em um ritmo muito rápido.
A página oficial é a https://www.blender.org, onde você encontra uma grande quantidade de tutoriais e trabalhos desenvolvidos nele. Existe também uma página em português nohttps://blender.com.br. Outro destaque é o Wiki, disponível no https://wiki.blender.org/.
Entre os visualizadores (que acabam sendo os mais usados, já que a maioria usa o PC apenas para organizar as fotos tiradas com a câmera e fazer retoques rápidos) um dos melhores é oGwenview, que é o visualizador de imagens padrão do KDE 4.
Ele é feito sob medida para visualizar pastas com muitas imagens, oferecendo efeitos básicos de edição (girar, redimensionar, recortar, remover olhos vermelhos, etc.) que são complementados por um bom sistema de exibição de slides e um conjunto de plugins, que permitem exportar fotos diretamente para o Flickr, Picassaweb, Facebook e outros serviços:
No GNOME, o visualizador padrão é o Eye of GNOME (eog), que é integrado ao Nautilus e associado aos principais formatos de imagem. Ele é desenvolvido com o objetivo de ser um visualizador rápido de imagens, por isso oferece apenas funções de girar e exibir como show de slides.
Uma opção para quem procura um gerenciador com mais recursos é o F-Spot (https://f-spot.org/), que tem como objetivo ser um gerenciador de fotos, com recursos de edição e de exportação de imagem para serviços online, assim como no Gwenview.
A ideia é que você importe suas fotos (diretamente a partir da câmera, ou de uma pasta onde estejam salvas) e passe a gerenciá-las dentro do F-Spot, onde elas são visualizadas na forma de uma galeria, saindo da metáfora tradicional de pastas e arquivos. Dentro do F-Spot, você tem à disposição recursos de edição (inclusive com a possibilidade de criar diversas versões da mesma imagem, em diferentes estágios de edição) e de classificação.
Se você gostou da ideia de gerenciar suas fotos em um local central, mas prefere um aplicativo para o KDE, a melhor opção é o Digikam, que também já existe em versão para o KDE 4.

