Configuração das fontes

No Windows, existe apenas uma opção com relação à configuração de exibição das fontes: você pode usar o sistema tradicional, ou ativar o ClearType, que suaviza o contorno das fontes, melhorando a legibilidade. No Linux, a configuração é um pouco mais complexa, mas, em compensação, o sistema oferece um nível maior de personalização.

No caso dos aplicativos do GNOME, a configuração é feita através do “Sistema > Preferências > Aparência > Fontes”. A primeira escolha é qual tipo de fonte utilizar. As fontes da família DejaVu ou da Bitstream Vera são uma boa opção para começar, pois são bastante legíveis, lembrando um pouco as fontes da família Verdana. Em seguida, temos a configuração da suavização de fontes, que funciona de maneira similar ao TrueType do Windows.

A opção mais elaborada e a mais indicada para a maioria dos casos é a “Suavização de subpixel (LCD)”, que utiliza variações na intensidade de cor nas cores primárias dos pixels na borda das fontes para criar um detalhamento ultra-fino.

A desvantagem de utilizar a suavização de subpixel é que as bordas das fontes ficam com pontos coloridos (um efeito que é visível sobretudo em monitores de LCD). Para amenizar o problema, clique no “Detalhes” e marque a opção “Contorno > Discreto”, que suaviza o uso do efeito, deixando a suavização no ponto ideal:

A opção “Ordem de subpixel” indica a disposição física das cores primárias dentro dos pixels no monitor, uma informação que é necessária para que o sistema possa aplicar a suavização corretamente. O “RGB” é o default, usado quando você mantém o monitor na orientação regular. Se, por acaso, você girar o monitor (para usá-lo em modo de página), mude para o “VRGB”.

O maior problema é que essa configuração é aplicada apenas aos aplicativos do GNOME. Se você estiver usando alguns aplicativos do KDE, precisa alterar a configuração de fontes para eles de forma separada através do “systemsettings”, que pode ser instalado usando o gerenciador de pacotes.

Ele provavelmente não estará disponível no menu do GNOME, mas basta chamá-lo através do terminal. Acesse o “Aparência > Tipos de Letra” e configure as fontes da mesma maneira que no GNOME:

Como pode ver, este é um exemplo de inconveniente derivado da separação entre o KDE e o GNOME, que faz com que cada ambiente possua uma configuração separada e seja difícil manter o visual do sistema consistente ao misturar aplicativos das duas famílias.

Continuando, você pode também instalar novas fontes criando a pasta “.fonts” dentro do seu diretório home (mkdir ~/.fonts) e copiando os arquivos .ttf para ela. As fontes devem ser atualizadas automaticamente pouco depois de feita a cópia, mas você pode forçar a atualização usando o comando “fc-cache ~/.fonts”. Se preferir fazer uma instalação a nível de sistema, copie os arquivos para dentro da pasta “/usr/share/fonts/”.

Este processo de cópia manual é prático quando você quer aproveitar fontes de uma instalação do Windows, por exemplo, já que basta copiar os arquivos dentro da pasta “C:\Windows\fonts”. Isso acaba sendo importante para artistas gráficos e para quem trabalha com aplicativos de editoração, onde as fontes são uma ferramenta de trabalho.

Se, por outro lado, você quer apenas um conjunto básico de fontes para ajudar na visualização de páginas web e de documentos do MS Office, pode instalar o pacote “msttcorefonts”, que baixa um pacote com fontes popularmente usadas, incluindo as fontes da família Times, Verdana e Arial:

$ sudo apt-get install msttcorefonts

Fontes fixas no Firefox: Se você tem o hábito de ler bastante no PC, muito provavelmente tem preferência por alguma fonte específica, como a Verdana ou a Bitstream Vera Sans. Entretanto, ao navegar, o Firefox exibe as fontes especificadas por cada site, que nem sempre são as mais legíveis. Você pode evitar essa variação, configurando o Firefox para utilizar uma fonte fixa, ignorando as declarações de fontes presentes nas páginas.

Para isso, acesse o “Editar > Preferências > Conteúdo > Fontes e Cores > Avançado”, defina as fontes que prefere usar e desmarque a opção “Páginas podem usar outras fontes”:

O ajuste de fonte com serifa e sem serifa é usado de acordo com o declarado na página. Fontes sem serifa (como a Verdana) são mais legíveis e são por isso as mais usadas na web, enquanto as fontes com serifa (como a Times New Roman) são mais usadas em meios impressos.

O Firefox utiliza cada tipo de acordo com a indicação nas páginas, mas você pode simplesmente especificar a mesma fonte nos dois campos. As fontes monoespaçadas são muito usadas para exibir trechos de código (já que nelas todos os caracteres são alinhados) por isso é interessante indicar uma fonte com essa característica, como a Bitstream Vera Sans Mono.

Como pode imaginar, as fontes fixas farão com que alguns sites (sobretudo as páginas iniciais de alguns portais) não sejam exibidos corretamente, mas este é um preço pequeno a pagar. 🙂

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