A polícia do condado de Marin, na Califórnia, prendeu um homem acusado de invadir pelo menos sete bibliotecas públicas para roubar jogos de Nintendo Switch. O prejuízo total estimado gira em torno de US$ 10 mil (aproximadamente R$ 45 mil), de acordo com as autoridades locais.
Diferente de casos tradicionais de furto, o alvo dessa vez não foram joias ou dinheiro, mas sim mídias físicas de videogame. Itens que, embora pequenos, carregam alto valor de revenda — especialmente no mercado de usados.
O acusado foi preso em 17 de junho de 2025 e permanece detido. Ele deve responder por 12 acusações criminais, incluindo múltiplos arrombamentos e violação de condicional, segundo comunicado oficial publicado pela polícia local no Facebook.
Jogos recuperados e outros ainda desaparecidos
As investigações continuam. De acordo com apuração do site Eurogamer, parte dos jogos já foi recuperada, mas não se sabe exatamente quantos itens foram localizados — nem o que aconteceu com o restante do acervo roubado.
Além do prejuízo material, bibliotecas públicas — muitas vezes subfinanciadas — enfrentam dificuldades para repor esse tipo de material. Como explicou um usuário no Reddit:
“Você não está roubando uma grande corporação. Está tirando de uma instituição que existe para democratizar o acesso ao conhecimento.”
Repercussão entre gamers: “Canalhice sem desculpa”
A comunidade gamer não perdoou. Usuários no Reddit foram categóricos ao condenar o crime. Um dos comentários mais populares resume o sentimento geral:
Como pai que aluga jogos de Switch para meus filhos, eu digo: ‘F*** esse cara’. Espero que o punam severamente”
A polícia também se manifestou de forma firme, dizendo em comunicado:
Nossas bibliotecas são pilares da comunidade e devem ser preservadas para todos!”
Muita gente não sabia: bibliotecas também emprestam jogos
Apesar do impacto do caso, a situação chamou atenção para um detalhe curioso: muitos usuários ficaram surpresos ao saber que bibliotecas emprestam jogos de videogame.
Nos Estados Unidos é comum que bibliotecas ofereçam um acervo multimídia, que vai muito além de livros. Filmes em DVD, equipamentos eletrônicos, revistas digitais e jogos como os de Nintendo Switch fazem parte desse repertório.
Em tempos de assinatura digital e consumo rápido, a existência desse serviço gratuito ainda é desconhecida para muitos — o que torna esse crime ainda mais revoltante. Ao invés de promover o acesso, o suspeito decidiu lucrar às custas de uma iniciativa pública.
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