Em 2006 a Nokia lançou o E61, que foi logo complementado pelo E62. Apesar da numeração sugerir o oposto, o E62 é na verdade uma versão de baixo custo do E61, sem suporte a 3G (e, consequentemente, sem o processador auxiliar), sem Wi-Fi e com alguns softwares a menos. Apesar disso, o E62 acabou sendo de longe mais popular, devido ao preço. Durante algum tempo, ele foi o smartphone mais acessível disponível no mercado:
O E61 foi sucedido pelo E61i, que manteve as mesmas características básicas, mas incluiu uma câmera de 2 MP e um acabamento mais elaborado. Se você fosse escolher entre um E61 e um E61i, o melhor acabamento do E61i faria com que ele levasse a melhor, mas a diferença entre os dois não é suficiente para convencer alguém que já tem um E61i a trocar de aparelho.
Mês passado veio a atualização definitiva, o E71. Apesar de consideravelmente menor e mais fino, o E71 inclui na verdade um teclado mais confortável, com uma boa ergonomia e teclas mais macias. Ele usa também um processador mais rápido, é equipado com o S60 3ed. FP2 (com algumas atualizações importante em relação ao S60 3ed. initial release no E61i) usa uma câmera de 3.2 MP com foco automático e possui um receptor de GPS bastante competente.
Apesar dos recursos, a Nokia adotou uma estratégia de preços bastante agressiva para o E71. Na Europa ele foi lançado por 350 euros (valor cheio, sem subsídios) e, contra todas as espectativas, chegou ao Brasil por apenas R$ 999 (pré-pago, na Vivo).
Apesar de ser mais barato que a maioria dos concorrentes diretos, o E71 é ainda um aparelho relativamente caro. Para preencher a lacuna foi anunciado um modelo de baixo custo, o E63, lançado oficilamente ontem:
Ele é uma versão de baixo custo do E71, que mantém o mesmo formato e as mesmas características básicas, incluindo o teclado, a tela e o suporte a Wi-Fi. As principais diferenças residem nos materiais usados (o E63 tem o corpo de plástico e usa um acabamento barato, bem longe do padrão de qualidade usado no E71) no tamanho (o E63 é um pouco maior e mais espesso), na câmera (o E63 usa uma câmera de 2 MP, com foco fixo, similar à usada no 6120c) e na remoção do GPS, que é um dos pontos fortes do E71. E E63 vem com o Nokia Maps pré-instalado (permitindo que você use o recurso de localização por triangulação celular), mas para usar o serviço de navegação de forma efetiva você vai precisar de um receptor GPS externo.
Outra limitação importante é que, embora seja um aparelho com suporte a 3G, o E63 não oferece suporte a HSDPA, o que limita as transferências aos 384 kbits oferecidos pelo W-CDMA (não confundir com o CDMA, que é o padrão concorrente do GSM). Isso faz com que ele não seja um aparelho recomendável para uso como modem 3G, já que as taxas de transferência ficarão severamente limitadas. A decisão de limitar o E63 ao padrão HSDPA permitiu que a Nokia removesse o processador auxiliar, responsável pelo processamento dos sinais do rádio, reduzindo o custo de fabricação.
Apesar das limitações, o E63 tem duas pequenas vantagens, que são o uso de um conector de áudio de 3.5mm (o E71 usa um conector de 2.5mm e a pinagem usada faz com que ele seja incompatível com muitos fones e adaptadores, ativando-os em modo mono) e o uso de um teclado sutilmente mais espaçoso, com duas teclas adicionais na última linha.
Entretanto, o principal argumento a favor dele é mesmo o preço. O E63 custa apenas 199 euros, contra os 350 euros do E71. A expectativa é que ele seja lançado em breve também aqui no Brasil, custando na faixa dos R$ 600 nos planos pré-pagos e bem menos nos planos com contrato.


