Até pouco tempo, o LCD reinava absoluto nas telas dos smartphones, mas recentemente ele passou a ser desafiado pelo OLED (Organic Light-Emitting Diode), que apresenta um conjunto de vantagens técnicas, entre elas a melhor fidelidade de reprodução de cores, melhor ângulo de visão e consumo elétrico mais baixo.
Podemos dizer que o princípio de funcionamento das telas OLED é o oposto do das telas de LCD. No LCD, a tela trabalha bloqueando seletivamente a luz emitida por LEDs (no caso dos smartphones) ou lâmpadas de catodo frio (no caso dos monitores). Cada ponto da tela é formado por um conjunto de três células de cristal líquido (uma para cada uma das três cores primárias) que são transparentes em seu estado original, mas ficam opacos ao receber uma carga elétrica torna-se opaco, impedindo a passagem da luz:
No OLED são usados polímeros contendo substâncias orgânicas que brilham ao receber um impulso elétrico. Cada ponto da tela é composto com uma pequena quantidade do material, que depois de receber os filamentos e outros componentes necessários, se comporta como um pequeno LED, emitindo luz.
A principal diferença entre os OLEDs e os LEDs convencionais é que os OLEDs são compostos líquidos, que podem ser “impressos” sobre diversos tipos de superfície, usando técnicas relativamente simples, enquanto os LEDs convencionais são dispositivos eletrônicos, que precisam ser construídos e encapsulados individualmente.
Na maioria dos casos, a tela OLED é instalada no meio de duas placas de vidro, lembrando o design de uma tela de LCD. Apesar disso, não é usado o tradicional backlight: toda a luz é emitida diretamente pela tela, o que simplifica o design:
Como a luz é emitida diretamente pelos pontos, o aproveitamento é muito maior, o que resulta em um consumo elétrico mais baixo, uma característica importante no caso dos smartphones. Como a luz passa a ser emitida diretamente pelas células, o contraste é melhor e, como a tela é composta de menos camadas, a reprodução das cores é também mais fiel.
Em tese, as telas OLED podem ser mais baratas que telas de LCD, por usarem um design mais simples, mas por enquanto elas ainda são mais caras, fazendo com que a escolha recaia sobre as vantagens técnicas. Por enquanto, as telas OLED ainda são usadas em apenas alguns modelos, como no caso do Nokia N85, entretanto é apenas questão de tempo até que elas substituam as telas de LCD na maioria dos modelos, uma mudança que pode acontecer mais rápido do que se imagina.
Outra possibilidade interessante relacionada ao OLED é o desenvolvimento de telas flexíveis, que possam ser enroladas. Os desafios técnicos são muitos, mas os potenciais benefícios também, já que telas flexíveis abririam as portas para o desenvolvimento de smartphones com telas retráteis, como nesse projeto-conceito demonstrado pela LG, onde a tela é enrolada como um pergaminho:
Esta postagem foi modificada pela última vez em 14/12/2008 09:54