Mandriva 2009 e o KDE 4

Mandriva 2009 e o KDE 4

O Mandriva 2009 é baseado no KDE 4, que representa uma grande mudança de paradigma em relação ao KDE 3.5. O KDE 4 começou com o pé esquerdo, com o lançamento do KDE 4.0, que apesar de ser considerado uma versão de testes, acabou ganhando status de versão oficial, sendo incluído em diversas distribuições e chegando aos usuários finais, que passaram a ter problemas diversos e a criticar o novo ambiente. As críticas se estenderam à imprensa e ganharam força com comentários ásperos até mesmo de muitos usuários antigos. De certa forma, a recepção do KDE 4 foi parecida com a do Windows Vista.

O 4.0 foi seguido pelo KDE 4.1, uma versão mais funcional, com menos bugs óbvios (embora ainda existam arestas a aparar) e uma interface mais consistente.

O desktop vem originalmente limpo, mas você pode adicionar widgets (chamados de plasmóides) clicando com o botão direito e usando a opção “Adicionar elementos”:

Os widgets lembram um pouco as barras do antigo superkaramba, criando janelas e menus transparentes, que podem ser posicionados livremente sobre a área de trabalho, mas o novo sistema é bem mais flexível e poderoso, com widgets renderizados em svg, que podem ser redimensionados e movidos livremente.

Para que sejam exibidos ícones e atalhos na área de trabalho, você precisa adicionar o “exibição de pasta”, que adiciona um mini-gerenciador de arquivos, que pode exibir o conteúdo da pasta “/home/$USER/Desktop”, ou de qualquer outra pasta definida por você. No menu estão disponíveis também mini-aplicativos como a lixeira, relógio analógico, monitor de bateria, calculadora, lançador de aplicativos e assim por diante, lista que deve crescer com o tempo:

O KDE 4 é um projeto bastante ambicioso, que vai demorar algum tempo para atingir a maturidade e as mudanças nunca irão agradar a todos.

Embora a biblioteca QT 4 ofereça um consumo de memória mais baixo que a QT 3 (usada no KDE 3.5), o novo sistema de renderização do KDE 4 e o uso do plasma aumentaram muito o consumo de memória e de processamento do KDE 4. O alto índice de rejeição ao Windows Vista mostrou que a maioria dos usuários está mais interessado em um sistema leve e estável do que em um com melhorias visuais, porém mais pesado. Esta é uma questão que precisará ser levada em conta nas próximas versões.

A mudança para o KDE 4 se estende aos aplicativos, que precisam ser portados para o novo ambiente. Isso causou um grande volume de mudanças, com aplicativos ganhando novos recursos e também muitas alterações no elenco, com muitos aplicativos saindo de cena e sendo substituídos por novos projetos.

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