Outra opção é simplesmente usar o Google Maps também oferece suporte a um receptor GPS externo e é inteiramente gratuito, incluindo o serviço de rotas. Ele é também o software de localização mais simples de usar e pode ser usado em praticamente qualquer aparelho, com versões nativas para o Symbian, Android, Windows Mobile e iPhone e uma versão em Java para os demais, que podem ser baixadas no https://m.google.com/.
A grande limitação é que ele não oferece a opção de baixar os mapas previamente. Os mapas são baixados conforme você se desloca, usando tráfego de dados. O volume transmitido é relativamente pequeno, de forma que é perfeitamente possível usá-lo esporadicamente mesmo nos planos pré-pagos, mas, se você pretende usá-lo sempre, é mais aconselhável aderir a algum plano de dados.
Para quem não tem o receptor GPS, ele oferece um serviço gratuito de localização através de triangulação celular, que indica sua localização com uma precisão de 1800 metros (na maioria das cidades). A triangulação celular é baseada no mesmo princípio do GPS, mas trabalha com base na intensidade do sinal das torres de celular:
A idéia é simples. Conforme você se afasta de uma torre, o sinal fica cada vez mais fraco, mas, em compensação, o sinal de outras torres fica mais forte. Se o software sabe a localização das torres próximas, pode calcular sua posição com base na intensidade e no tempo de resposta de cada uma. É possível também fazer o inverso, localizando o aparelho com base nas informações coletadas pelas torres, serviço oferecido por algumas operadoras. A precisão não é nem de longe tão boa quanto a de um GPS, mas o sistema possui duas vantagens, que é o fato de funcionar em qualquer smartphone, sem necessidade de nenhum hardware adicional e de funcionar em ambientes fechados, onde você não conseguiria captar o sinal do GPS.
O sistema de triangulação é também oferecido por algumas operadoras como no caso do Vivo Localiza, mas nesse caso ele é usado como um sistema para localizar aparelhos (e, consequentemente, o dono) e não como um substituto para o GPS.
No caso do Google Maps, a grande limitação da triangulação é que ele não acompanha seu deslocamento, se limitando a mostrar sua posição dentro de um conjunto de pontos pré-programados (ou seja, você começa em um ponto e conforme se desloca, o ponto subitamente se desloca para outro local, a 800 ou 1000 metros de distância). Ele apenas te ajuda a se localizar no mapa e a partir daí conseguir chegar ao local que está procurando.
Ao ativar o uso do GPS, por outro lado, a posição é exibida com precisão e atualizada conforme se desloca. Está disponível também o modo de visualização por satélite, que é na verdade um modo híbrido, onde a imagem do satélite é sobreposta com o mapa das ruas:
Em qualquer um dos modos, a legenda na parte superior mostra o volume de tráfego transferido, para que você não perca a conta ao usar um plano com quota de tráfego. O modo de visualização por mapa consome de 4 a 6 vezes menos tráfego de dados, por isso é a melhor opção em conexões GPRS/EDGE ou caso page por MB transferido.
Clicando “Menu > Rota …” você tem acesso à função mais interessante, que traça rota entre dois pontos. Se você está usando um GPS, o ponto de partida é definido automaticamente (o que facilita bastante). Não é necessário digitar o endereço completo do destino, pois ao digitar um nome incompleto (ou diferente do que está no mapa) ele oferece uma lista de possibilidades.
As duas limitações é que ele não oferece um modo de visualização em 3D, nem navegação falada, mas a função básica de definição de rota funciona bem, com a vantagem dos mapas serem atualizados automaticamente:
Existe também um modo de localização para pedestres (opção “Public Transit” ou “Transporte Público”), onde ele inclui itinerários de ônibus e linhas de metrô, mas por enquanto ele está disponível apenas para algumas cidades da Europa, EUA, Canadá e Japão.



