Rodando o Fedora “Rawhide”

Running Fedora “Rawhide”
Autor original: Ladislav Bodnar
Publicado originalmente no:
distrowatch.com
Tradução: Roberto Bechtlufft

Há alguns meses nós iniciamos uma série de artigos sobre o uso de versões de desenvolvimento das distros de maior destaque. Até agora já falamos sobre o Mandriva “Cooker”, o Slackware “Current” e o openSUSE “Factory”. Hoje, com o lançamento iminente do Fedora 12 Alpha, vamos atualizar um Fedora 11 estável para o mais recente “Rawhide”, a árvore de desenvolvimento do Fedora.

De todas as distribuições que já vimos até agora, a atualização de um Fedora estável para a versão de desenvolvimento mais recente é provavelmente a mais fácil. Basta um único comando:

# yum –disablerepo=* –enablerepo=rawhide update

O comando atualiza as informações do repositório, baixa e atualiza todos os pacotes instalados no sistema e ainda inclui eventuais dependências novas.

Eu atualizei a minha instalação do Fedora 11 (feita a partir do live CD do GNOME com todas as atualizações, sistema de arquivos ext3 em uma partição do disco rígido) no fim de semana usando o comando acima. Embora o processo tenha sido bem demorado (o download de pacotes passou dos 800 MB), fiquei feliz por tudo ter corrido bem e por todas as atualizações terem sido realizadas sem erros. No entanto, eu não consegui inicializar pelo kernel novo (2.6.31-rc5), o padrão no “Rawhide” – a tela simplesmente apagava durante o processo (o sistema tem uma placa de vídeo mais antiga, a NVIDIA GeForce4 Ti 4200). Felizmente, o kernel do Fedora 11 (2.6.29) ainda estava disponível no menu do GRUB (que pode ser chamado pressionando-se Esc quando aparecer na tela a mensagem “Loading Fedora”). O kernel do Fedora 11 inicializou sem problemas.

Operando no “Rawhide”, o sistema pode ser atualizado regularmente com o yum update habitual, para que você continue usando os pacotes mais recentes.

Mas cuidado: posso dizer por experiência própria que rodar o Fedora “Rawhide” pode ser uma experiência perigosa. Ele está bem longe de ser isento de problemas como o Debian “Testing” ou o Slackware “Current”, e às vezes há uma quebradeira generalizada, ao ponto de ser mais rápido reinstalar do que consertar o sistema. Isso, obviamente, ocorre porque os desenvolvedores do Fedora apresentam muitos recursos novos, e alguns nunca foram experimentados antes. Logo, esse tipo de problema é natural. Rodar o “Rawhide” é uma ótima maneira de contar com as mais recentes inovações, interagir com outras pessoas que estejam testando o sistema na lista de discussão de desenvolvimento, relatar bugs e viver na crista da onda do desenvolvimento Linux. Não é para qualquer um, mas quem tiver tempo livre e estiver disposto a ajudar nos testes vai se divertir bastante.

Rodar o Fedora “Rawhide” – empolgante, mas arriscado

Créditos a Ladislav Bodnar distrowatch.com
Tradução por Roberto Bechtlufft <info at bechtranslations.com.br>

Ver Mais

Esta postagem foi modificada pela última vez em 25/08/2009 14:35

Postagem relacionada