Backup: escolhendo a mídia

Antigamente, as unidades de fita eram as mais utilizadas para backup de grandes volumes de dados. As principais vantagens das unidades de fita eram a grande capacidade, combinada com a boa confiabilidade e um custo por megabyte relativamente baixo. Temos aqui uma IBM 7329 SLR100, uma unidade SCSI antiga, que utiliza fitas de 50 GB, com um carregador automático com capacidade para 8 fitas, totalizando 400 GB. O “100” no nome indica a capacidade estimada levando em conta um fator de compressão de 2:1, que dependia dos tipos de arquivos incluídos no backup e que, naturalmente, nem sempre era atingido:

7329

Utilitários como o tar foram originalmente desenvolvidos para facilitarem os backups em fita, gerando um único arquivo contendo todos os dados, que era então gravado na fita de forma sequencial. Para salvar um backup da pasta “/var/www” em uma unidade de fita detectada pelo sistema como “/dev/st0”, por exemplo, você usaria o comando:

# tar -cvf /dev/st0 /var/www

Isso seria prático enquanto você pudesse armazenar os backups diários em uma única fita, ou caso você utilizasse uma unidade com um carregador automático. É possível dividir o backup em vários volumes e salvá-lo em fitas separadas, mas isso torna o processo extremamente imprático, sem falar que os custos se multiplicam junto com o número de fitas necessárias.

Hoje em dia, existem unidades de fita com mídias de até 800 GB, como a Tandberg LTO-4 FH, entretanto elas são bastante caras (a Tandberg LTO-4 FH do exemplo anterior, por exemplo, custa, em julho de 2008 nada menos do que US$ 4500, mais o custo das fitas), o que torna os HDs uma opção muito mais atrativa, já que já existem no mercado HDs de 1 TB a preços competitivos.

Surge então a figura do NAS, um servidor de arquivos dedicado, que freqüentemente utiliza vários HDs em RAID de forma a obter a capacidade necessária. Além das inúmeras opções de produtos comerciais, você pode montar seu próprio NAS usando um PC com Linux. Ao utilizar um NAS, ou outro tipo de servidor de armazenamento, os backups tornam-se mais simples, pois podem ser feitos via rede. Com isso, todo o trabalho manual de trocar as fitas de armazenamento, ou plugar e desplugar HDs externos é eliminado e os backups podem se tornar um processo inteiramente automatizado.

Existem também os casos em que o volume de dados a armazenar é pequeno, o que torna viável utilizar DVDs ou mesmo CD-ROMs para realizar os backups. A vantagem nesse caso é que as mídias são baratas e você pode simplesmente queimar uma nova mídia a cada backup, armazenando todas as cópias antigas. Os CDs e DVDs possuem também uma boa longevidade, mídias de boa qualidade, armazenadas em um ambiente sem luz e com baixa umidade duram cerca de 20 anos ou, em muitos casos, até mais.

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