KDE4: kcontrol, systemsettings, konqueror e dolphin

KDE4: kcontrol, systemsettings, konqueror e dolphin

No KDE 4 o Kcontrol foi substituído pelo systemsettings, o mesmo utilitário de configuração que já era utilizado no Kubuntu. Ele é na verdade um utilitário quase que completamente diferente, que oferece menos funções que o Kcontrol, mas em compensação oferece uma interface mais organizada:

Apesar da mudança na apresentação, ele continua oferendo a maior parte das opções do Kcontrol. Se você usa um monitor LCD e acha que as fontes de tela exibidas por padrão estão um pouco borradas, experimente acessar a opção “Aparência > Fontes”, ativar o Antialiasing no “Usar Anti-aliasing” e, nas configurações, marcar a opção “Usar renderização de sub-pixel” com renderização via RGB e hinting completo:

Outra mudança no KDE 4 é o uso do Dolphin como gerenciador de arquivos, no lugar do Konqueror.

O Dolphin oferece uma interface mais simples e acesso mais fácil às funções para acesso a compartilhamentos de rede, mas em compensação não oferece muitos dos recursos disponíveis no Konqueror. Ou seja, ele é um aplicativo completamente novo e não um descendente direto do Konqueror e por isso tem pontos positivos e negativos em relação a ele. A principal diferença entre os dois é que o Konqueror é um aplicativo de uso geral, que pode ser usado como gerenciador de arquivos, navegador, terminal (experimente clicar no Configurações > Emulador de terminal) e assim por diante, enquanto o Dolphin é mais especializado, destinado a ser apenas um gerenciador de arquivos.

Você pode instalar o Konqueror no Mandriva 2009, por exemplo, através do urpmi. Ele não criará um ícone em nenhum local óbvio do iniciar, mas você pode chamá-lo via terminal, ou usando o Alt+F2:

# urpmi konqueror

Você perceberá que a configuração padrão do Konqueror é (assim como em outras distribuições baseadas no KDE 4) mais voltada para a navegação web, mas nada impede que você personalize a configuração, a aparência e os atalhos de forma a deixá-lo do jeito que está acostumado, como nesse exemplo:

Para isso, comece clicando com o botão direito sobre as barras de ferramentas (são duas, uma com os botões e outra com a barra de endereços) para ajustar o tamanho dos ícones. Aproveite e use a opção “Posição do texto > Apenas ícones” para remover as legendas de texto que aparecem embaixo dos botões, ocupando espaço. Use em seguida a opção “Configurações > Configurar Barras de Ferramentas” para personalizar a lista de funções que são exibidas na barra.

Se quiser que a barra de endereços fique na mesma linha que a barra de funções (maximizando o espaço útil), como no screenshot, basta arrastá-la para a posição desejada. Você pode também testar outras configurações, como deixar a barra de funções na vertical e colocar a barra de endereços na base da tela, como neste outro exemplo:

Essa flexibilidade de configuração é justamente o principal ponto forte do Konqueror e o motivo de tantos usuários continuarem preferindo ele ao Dolphin. Na verdade, ambos os gerenciadores são baseados no Kparts, a biblioteca de componentes do KDE. Ela inclui a maioria das funções usadas pelo gerenciadores, como as funções de exibição de arquivos, extensões e assim por diante. O que muda entre o Konqueror e o Dolphin é a forma como estas funções são usadas e como as opções são apresentadas.

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