Sabayon Linux 5.Oh!

Sabayon Linux 5.Oh!

Sabayon Linux Five Point OH!
Autor original: Susan Linton
Publicado originalmente no:
distrowatch.com
Tradução: Roberto Bechtlufft

logo

Nós, da Embarcação dos Amantes do Linux, temos navegado por mares um tanto entediantes ultimamente, mas há uma ilha brilhante logo à frente chamada Sabayon Linux 5.0 – ou 5.Oh!, como preferem seus desenvolvedores. Sempre que sai uma nova versão do Sabayon eu penso em migrar para ele na versão seguinte, quando um problema X for resolvido. Eu sempre experimento os lançamentos dele, mas acabo voltando ao Gentoo, que há tempos é o meu favorito. Migrar para o Sabayon parece ser uma ideia perfeita. Ele vem com a maioria dos codecs e drivers de que as pessoas precisam, tem umas configurações padrão bastante convenientes e sempre traz um monte de aplicativos. Esta versão une tudo isso a um ganho de desempenho e a um novo e excelente visual.

Instalação

Os DVDs do Sabayon Linux sempre ofereceram diversos modos de inicialização. Em versões anteriores, estavam disponíveis modos para gamers e para quiosques. Esses modos não existem mais, porém há um novo modo, o XBMC. Ainda é possível inicializar o ambiente de desktop com ou sem música ou entrar direto no instalador.

O instalador é simples e fácil de usar, mas tive problemas com o particionador. Eu tinha acabado de instalar um disco rígido novo, e como precisava criar partições, pensei que o instalador do Sabayon seria bom para isso. Se não me falha a memória, já há muitas versões que o Sabayon adaptou algumas partes do Anaconda e as incluiu em seu instalador, e eu pensei que ele daria conta do serviço. Dependendo do ponto de vista, talvez tenha dado conta sim. Meu problema com o instalador foi ele cismar que sabia organizar minhas partições melhor do que eu. Não, eu não estou brincando. Eu configurava algumas partições na ordem e no tamanho que eu queria, mas elas eram misteriosamente reorganizadas automaticamente para ir de encontro à ideia que os desenvolvedores têm de organização de partições. E ele não me permitia configurar partições que não fossem ser usadas, insistindo que todas tivessem nomes e sistemas de arquivos. Perdi algum tempo nisso, mas acabei desistindo e disparando o fdisk. Depois disso, a instalação seguiu sem novos incidentes. Optei por usar o sistema de arquivos ext4 e instalei todo o software. Não há uma seleção individual completa de pacotes, mas sim algumas categorias abrangentes e uns poucos pacotes opcionais listados, podendo ser desativados. É possível configurar contas de usuário, e cai bem definir uma senha de root, embora por padrão a primeira conta de usuário seja definida como a conta do administrador. O gerenciador de inicialização GRUB será instalado se e onde você quiser, e tentará detectar e incluir outros sistemas. Essa parte vai meio que na sorte, como de costume.

O processo de inicialização do Sabayon não é dos mais velozes. Na verdade, para os padrões atuais ele é bem lento, mas o importante é que chega lá. É bom ver que todo o hardware é configurado automaticamente, incluindo drivers gráficos 3D e até a graduação de frequência da CPU (definida aqui para alterar-se de acordo com a demanda). Eu não tive que fazer nada, só inicializar e começar a personalizar a aparência do desktop.

Desktop e aplicativos

O tema novo desta versão é muito bonito. Tem bom gosto e é sutil. O visual de versões anteriores do Sabayon pode ser considerado meio “cheguei”, mas esta versão é bem atraente. Só que as janelas continuam usando as decorações e o estilo usados por padrão no KDE 4. Não sei por que os desenvolvedores do Sabayon optaram por manter o tema de janelas padrão do KDE, se também estão incluídos outros temas legais como o QtCurve e o Klearlooks. O Sabayon também tem seis ou sete papéis de parede extras, para quem quiser algo mais colorido. Infelizmente, ainda não consigo fazer um papel de parede tomar dois monitores, mas isso é coisa do KDE.

desktop

O ambiente KDE 4.3.1 do Sabayon Linux

Os efeitos de desktop vêm habilitados por padrão, e pela primeira vez eu quase consegui desfrutar deles. Eu não sei se quem merece crédito são os desenvolvedores do Sabayon ou do KDE, mas o desempenho do KDE 4 no Sabayon melhorou muito em relação às minhas experiências anteriores com o KDE 4. Até algum tempo atrás, um dos problemas mais irritantes do KDE 4 era a lentidão para responder quando se usava o KMail e o Akregator. E mais uma vez, não sei quem merece o crédito, pois ambos estão bem mais toleráveis no KDE 4.3.1 do Sabayon. O Akregator ainda é agonizantemente lento e instável, mas agora responde bem melhor ao alternar entre feeds e artigos. Também achei um pouco irritante algumas configurações minhas se perderem entre um uso e outro – pelo que me lembro, isso é característico do KDE 4. Acabei desativando os efeitos especiais, as pesquisas no desktop e os plugins e o javascript no Konqueror para me sentir mais confortável. Mas não consegui aproveitar nenhum protetor de tela. Até o asciiquarium abusava da CPU e rodava lento e aos engasgos.

O Sabayon Linux vem com uma versão personalizada do kernel 2.6.31, com o Xorg 7.4 e com o GCC 4.4.1. Apesar do grande número de aplicativos do KDE, o Sabayon inclui vários outros programinhas úteis. Para multimídia, você pode escolher entre o VLC media player, o XBMC media center e o Amarok, embora o Dragon Player seja o padrão para a maior parte de suas necessidades de vídeo e DVD. O OpenOffice.org 3.1.1 está incluído para aquelas tarefas chatas do trabalho, e o Firefox 3.5.3 para navegar na internet. Os dois parecem cheios de energia, e o Firefox já vem equipado com os plugins para reprodução de mídia. Também estão incluídos Yakuake, NVIDIA Settings e Wicd. Mas cadê o GIMP? Ah, está lá no Sulfur.

Gerenciamento de pacotes

O Sabayon Linux é baseado no Gentoo, e há muitas pistas dessa descendência por debaixo do capô. Uma dessas pistas é o Portage e o arquivo /etc/make.conf. Ainda que o Portage esteja intacto, operacional e apontando para os repositórios do Gentoo, o Sabayon traz seu próprio sistema de gerenciamento de pacotes configurado para usar os pacotes binários do Sabayon. O Sulfur é a interface gráfica do Entropy, que também pode ser usado no terminal com o equo. Comparando, seria como o Synaptic, que é uma interface para o APT, que também pode ser usado em um terminal com o apt-get. Na linha de comando, uma instalação pode ser feita com o comando equo install <nome do pacote>. Eu gosto de usar a versão de linha de comando para instalações pequenas e rápidas, quando sei o nome do aplicativo de cabeça, mas quando tenho que pesquisar ou avaliar as dependências, prefiro a natureza compacta dos resultados no Sulfur.

sulfur

A interface de gerenciamento de pacotes do Sulfur

O Sulfur tem os mesmos atributos básicos e funcionalidades de outras ferramentas gráficas de gerenciamento de pacotes, incluindo listas de aplicativos por categorias, pesquisa por palavras-chave, marcação de pacotes a serem instalados, confirmação e aplicação. O Sulfur é um pouco diferente dos outros programas do gênero, mas não demora para que você se acostume à sua interface. O Sabayon também inclui um applet de atualização que fica na bandeja do sistema e alerta ao usuários quando há novas atualizações disponíveis. Quando ativado, ele abre o Sulfur e cuida do trabalho todo. Pouco depois que eu instalei o sistema, fui notificado de uma atualização maciça de 186 pacotes. Hesitei um pouco em clicar no botão de confirmação, mas deu tudo certo.

Conclusão

Sempre gostei do Sabayon Linux, mas nunca cheguei a migrar para ele. Eu sei que preciso me dar por vencida e me acostumar com o KDE 4, e talvez o Sabayon 5.Oh! seja capaz de fazer isso por mim. É a melhor implementação do KDE 4 que eu já usei, mas ainda tem algumas pontas a serem aparadas. O KDE 4.3.2 ainda não apareceu no Entropy, mas acho que ele vai aparecer logo e trazer ainda mais melhorias. De qualquer maneira, vou ficar com o Sabayon e com o KDE 4 por uns tempos para ver como ele se sai a longo prazo.

Créditos a Susan Linton http://distrowatch.com
Tradução por Roberto Bechtlufft <info at bechtranslations.com.br>

Sobre o Autor

Redes Sociais:

Deixe seu comentário

X