| Posição | Provedor | Acessos | Participação |
| 1 | Claro | 10.759.841 | 19,2% |
| 2 | Vivo | 8.278.325 | 14,8% |
| 3 | Oi | 3.510.892 | 6,3% |
| 4 | Brisanet | 1.572.321 | 2,8% |
| 5 | Brasil Tecpar | 1.377.335 | 2,5% |
| 6 | Giga Mais Fibra | 1.345.500 | 2,4% |
| 7 | Vero | 1.314.714 | 2,3% |
| 8 | Desktop | 1.203.793 | 2,1% |
| 9 | TIM | 893.526 | 1,6% |
| 10 | Unifique | 882.874 | 1,6% |
Os dados ajudam a responder uma dúvida comum, quem realmente domina a internet fixa no país. A resposta muda conforme a leitura. Se a comparação for entre empresas individuais, a liderança é da Claro. Se a leitura for pelo conjunto dos provedores regionais, o peso desse grupo é maior do que o das gigantes nacionais somadas fora do topo.
A Anatel fechou 2025 com cerca de 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa e mostrou um mercado mais pulverizado do que a telefonia móvel. O HHI, sigla para Herfindahl-Hirschman Index, mede concentração de mercado, quanto mais perto de zero, mais pulverizada está a participação entre as empresas. No caso da banda larga fixa, ele ficou em 0,0727, abaixo da meta regulatória de 0,1500 até 2027. Isso mostra um mercado com concorrência distribuída entre muitas operadoras.
E como está a satisfação do brasileiro com a banda larga fixa?
A satisfação com a banda larga fixa vem melhorando, segundo a Anatel. A pesquisa mais recente da agência, divulgada em março de 2026, ouviu 58.527 consumidores entre julho de 2025 e fevereiro de 2026 e apontou que a internet fixa teve avanço estatisticamente significativo na avaliação dos usuários. O Índice de Satisfação Geral do serviço chegou a 7,51, acima da meta de 7,5 prevista no planejamento estratégico da agência.
A leitura da Anatel é que a banda larga fixa avançou, mas a percepção de qualidade ainda depende muito da informação entregue ao consumidor. Em maio de 2026, a própria agência disse que a informação ao consumidor continua sendo o ponto mais crítico da banda larga, mesmo com melhora na avaliação geral do serviço. Isso ajuda a separar duas coisas: o usuário pode avaliar melhor o serviço como um todo, mas ainda encontra problemas na clareza das ofertas e nas condições comerciais.
“O que importa é que sempre haja transparência e comunicação assertiva com o consumidor, para que ele saiba o que está comprando e receba exatamente aquilo”, afirmou Cristiana Camarate, superintendente de Relações com Consumidores daa Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Velocidade média da banda larga fixa no Brasil
A velocidade média da banda larga fixa no Brasil chegou a 223,52 Mbps, segundo dados da Ookla. No ranking global, o país aparece na 27ª posição, à frente de mercados como Alemanha, com 103,86 Mbps, Itália, com 120,15 Mbps, e México, com 113,24 Mbps. Em abril de 2021, a média brasileira era de 90,30 Mbps; cinco anos depois, o país mais que dobrou esse patamar.
A mudança também aparece na tecnologia usada. Hoje, 80,2% dos acessos de banda larga fixa no Brasil usam fibra óptica, segundo dados divulgados com base na Anatel. Em 2024, essa fatia estava em 70%. Pequenas e médias prestadoras concentram cerca de 60% do segmento de fibra óptica no país, e 91% dessas empresas já operam com essa tecnologia