Conclusão

Depois de uma semana usando o Puppy Linux, posso dizer que ele está pronto para competir com distros poderosas como o Ubuntu, o Debian, o Fedorae o openSUSE. Ele chega bem perto dessas distros, e eu consegui concluir a maior parte dos trabalhos que tentei realizar, mas os pacotes PET disponíveis ainda não são suficientes para atender à minha alta demanda. Adicionar o repositório do Ubuntu é uma solução potencial, mas a coleção de pacotes ainda está longe de ser completa, e o “inferno das dependências” é uma fonte de frustração.

Além disso, rodar o desktop como root é algo que ainda prejudica o Puppy. Nesta era de compras e transações bancárias via internet, os usuários querem uma segurança bem forte, e não é legar ter que recorrer a hacks de linha de comando para conseguir isso. As discussões sobre esse assunto costumam esquentar, e logo tem início um festival de ofensas. É uma pena que as pessoas levem isso para o lado pessoal, mas infelizmente é o que acontece. Essa discussão acalorada não deve acabar tão cedo.

Por outro lado, talvez eu esteja latindo para a árvore errada. Será que o Puppy foi criado para ser um sistema operacional de enorme destaque, feito para resistir a ataques como farms de servidores resistem? Ou ele é só um sistema operacional que podemos usar para dar vida nova a computadores antigos, ou rodar do pendrive quando precisarmos de portabilidade? Muita gente gosta do Puppy – ele é um dos dez mais no ranking de acessos do DistroWatch. Eu também gosto do Puppy, e ele é o único sistema que rodo no meu netbook. Acho que a única coisa errada com o Puppy é que as expectativas de seus usuários costumam exceder as intenções de seus desenvolvedores.

Créditos a Robert Storeydistrowatch.com

Tradução por Roberto Bechtlufft <info at bechtranslations.com.br>

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