Primeiras impressões do openSUSE 11.1

Primeiras impressões do openSUSE 11.1

First look at openSUSE 11.1
Autor original: Chris Smart
Publicado originalmente no:
distrowatch.com
Tradução: Roberto Bechtlufft

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Este mês foi lançada a versão 11.1 da popular distribuição Linux openSUSE. E o que a nova versão tem a oferecer? Bom, um bocado de coisas! Naturalmente, ela traz atualizações para os ambientes desktop principais (a saber, o GNOME 2.24.1 e o KDE 4.1.3), mas também inclui a versão 2.6.27.7 do kernel Linux e, o mais importante, substitui o antigo EULA (contrato de licença de usuário final) por uma licença livre. Para os usuários que querem uma experiência mais “clássica” e que ainda não estão prontos para pular para o KDE 4.x, o openSUSE inclui o KDE 3.5.10. A nova versão é a primeira a ser compilada com o serviço de compilação da Novell. A equipe se esforçou bastante para acertar as pontas do serviço e torná-lo confiável, já que ele vai formar a base das próximas versões comerciais do SUSE Linux para desktops e servidores em 2009.

Instalação

Como de costume, eu baixei a ISO mais recente, gravei em um DVD e comecei a instalação. O openSUSE sempre foi uma das distribuições mais bonitas, e esta versão não é exceção. Fui recebido por uma típica tela de boas-vindas e iniciei o sistema com a opção “Instalação”. O instalador do openSUSE é limpo, simples e funcional, além de bonito. Essa versão trouxe mais melhorias, como a reformulação do particionador, resultado das opiniões e testes dos usuários. O layout também mudou, bem como a estrutura de particionamento recomendada por padrão. Mas uma coisa de cada vez.

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Menu de instalação do DVD do openSUSE 11.1

Iniciada a mídia de instalação, temos as primeiras opções: idioma e teclado. Depois escolha o tipo de instalação desejado. Eu escolhi uma instalação nova, mas é possível atualizar e reparar um sistema instalado. Se quiser que o instalador do openSUSE configure a rede e o hardware do sistema automaticamente, marque a caixa de seleção “Usar configuração automática”. Depois escolha o fuso horário. O instalador permite sincronizar data e hora com um servidor NTP, mas por aqui ele não me permitiu marcar essa opção. O instalador apresenta apenas duas opções imediatas para o ambiente: GNOME 2.24.1 e KDE 4.1.3. Basta marcar o seu favorito e ir em frente, mas se preferir um ambiente diferente (como o KDE 3.5 ou o Xfce) selecione-o mais abaixo, em “Outro”.

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Seleção do ambiente desktop no instalador do openSUSE 11.1

Por padrão, o particionador recomenda uma partição swap de 2 GB, separa 20 GB para a partição root e o restante para a /home. O sistema de arquivos usado é o ext3. Aqui eu tive o meu primeiro problema com a interface de usuário do particionador. Abaixo do layout recomendado há dois botões, “Criar Configuração de Partição” e “Editar Configuração da Partição”. Ao contrário do que parece, só um dos botões se refere ao layout sugerido acima. Não clique em “Criar Configuração de Partição” para criar o layout sugerido; para isso, clique em “Avançar”. A opção “Criar Configuração da Partição” implica em rejeitar a configuração recomendada e criar a sua. Eu acho isso muito confuso, e bastaria renomear o botão ou realocá-lo para resolver o problema. Para aceitar o layout recomendado e fazer alterações nele, selecione “Editar Configuração da Partição”. Escolhendo qualquer das duas opções você terá a oportunidade de selecionar o particionamento avançado, que permite usar o novo particionador.

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Partições sugeridas pelo instalador do openSUSE 11.1

A visão padrão do particionador exibe todos os “Armazenamentos Disponíveis no Linux” e apresenta uma lista de partições (ou um dispositivo em branco, se o disco rígido for novo ou estiver vazio). No lado esquerdo temos a “Visão do Sistema”, agrupando vários tipos de armazenamento, como discos rígidos, volumes RAID, volumes lógicos, compartilhamentos NFS remotos e até dispositivos criptografados. Muito bom. Infelizmente, embora os dispositivos estejam visíveis ali, não é possível criar nem editar partições sem antes clicar duas vezes em um dos dispositivos, ou navegar até ele usando a visão de sistema à esquerda. Seria legal poder criar partições nessa tela. O particionador também é um pouco confuso ao criar ou adicionar partições, porque os botões ficam próximos (você pode “Adicionar” uma nova partição selecionando uma partição que já exista). Apesar disso a interface é bem inteligente, embora tenha itens demais.

Meu maior problema com o instalador é que, ao contrário de versões anteriores, não há uma visão geral constante de quais partições foram criadas e de seus pontos de montagem. Para isso é preciso clicar no botão “linux” na “Visão do Sistema”. Outra coisa é que ao criar uma nova partição a tela principal desaparece completamente, sendo substituída por outra. Seria ótimo se essa tela fosse embutida na seção direita do particionador, para que você não perdesse a noção do que estava criando. Isso não deve ser problema se você só tiver um disco rígido, mas ainda assim seria bom saber qual unidade está sendo particionada e qual partição você está prestes a criar.

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O particionamento avançado do instalador do openSUSE 11.1

Criar seu próprio esquema de particionamento no modo avançado oferece algumas opções extras. Por padrão, como já acontece há algum tempo no openSUSE, o recurso de índice de diretório é habilitado em todas as partições ext3 e o tipo “Ordered” (ordenado) é selecionado para o journal. O recurso de índice de diretório deve implicar em melhorias no desempenho, bem como o modo ordenado que só faz o journaling dos dados, e não dos metadados. O interessante é que por padrão ele desabilita as verificações de rotina, talvez para que as pessoas parem de se perguntar por que o computador fica uma hora parado na tela do splash com uma louca atividade no disco rígido. Se estiver usando RAID por software, você poderá configurar o tamanho dos pedaços (“strides”) e muitas outras opções.

Criptografar o sistema de arquivos é fácil: basta marcar “Criptografar” na hora de selecioná-lo. Eu gosto de acessar meus dispositivos pelo UUID, por isso mudei essa opção nas “Opções do Fstab”. Aqui você pode alterar o modo do journaling, desabilitar o atime, as listas de controle de acesso (ACLs), os atributos estendidos de usuário (mas você vai precisar deles se usar o Beagle, o serviço de pesquisa do openSUSE) e muitas outras opções. Concluído o particionamento, clique em “Avançar”. O particionador do openSUSE é brilhante e oferece várias opções para usuários avançados. As questões que levantei até agora são apenas detalhes, e o instalador é um excelente produto.

Ao contrário de outras distribuições que desativam a conta de root e permitem o acesso root via sudo, o openSUSE configura uma senha de root e ativa a conta. Por padrão, o instalador usa a mesma senha do primeiro usuário criado, então tenha cuidado se estiver configurando contas para usuários que não terão acesso como root. Não sei se essa é uma boa idéia, mas por padrão o openSUSE faz logon automático do usuário. Ao contrário de outros instaladores, o openSUSE carrega a cracklib e avisa se a senha for simples e puder ser descoberta facilmente. Isso é uma boa. Se escolher não usar a senha do usuário para o root, a tela seguinte pedirá a nova senha.

A autenticação padrão do openSUSE é local, mas basta um clique do mouse na etapa de criação de usuário para configurar autenticação LDAP, NIS ou em um domínio do Windows. Brilhante. É aqui que o relacionamento com a edição corporativa da Novell brilha. Finalmente, o instalador apresenta uma visão geral da instalação. Esse era um dos meus maiores problemas com o openSUSE. Era só alterar alguma coisinha aqui para que o instalador das versões anteriores passasse alguns minutos detectando tudo novamente. Fazendo outra alteração, lá ia ele de novo… ARGH. Isso melhorou bastante no 11.0, e fico feliz em anunciar que embora o openSUSE continue repetindo a análise, agora ela só leva uns poucos segundos.

Antes de iniciar a instalação você deve confirmar a instalação do GRUB, o gerenciador de inicialização do openSUSE. No meu caso, o instalador queria iniciar o GRUB pela minha partição /boot, o que impossibilitaria a inicialização (eu estava instalando o sistema em um disco vazio, sem nenhum gerenciador de boot na MBR). Felizmente eu reparei nisso na tela de resumo e fiz as alterações cabíveis, mas isso me parece um bug. A instalação em si foi bem rápida, e levou apenas oito minutos. Após a instalação, o openSUSE reinicia e abre a tela de configuração da máquina. Se você escolheu a configuração automática, não terá muito o que fazer. Do contrário, vai poder configurar a parte gráfica, as impressoras, o áudio e outras coisas. O instalador do openSUSE se sai muito bem configurando isso tudo automaticamente.

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O resumo da instalação, no instalador do openSUSE 11.1

Gerenciamento de pacotes

O instalador de software traz duas novas opções: pacotes sugeridos e pacotes recomendados. Por padrão, o suporte a Flash e MP3 é recomendado. Mais uma vez, é bom ver tal facilidade para incluir funcionalidades, mas a coisa ainda não está muito bem integrada ao sistema, da perspectiva do usuário. Um novo usuário pode instalar o openSUSE e usá-lo por um mês até se aventurar pelo instalador de pacotes – afinal, há muito o que fuçar no sistema! Ele vai acabar ficando decepcionado com a falta de suporte a Flash e MP3. Ainda assim, basta instalar os pacotes libflashsupport, flash-player e gst-fluendo-mp3 para reproduzir esses formatos. Por esse motivo eu recomendo que, ao fazer logon em seu novo sistema pela primeira vez, você já abra o Yast e ative os repositórios comunitários Packman e do VideoLAN. Ative também o repositório da NVIDIA se precisar, e siga as orientações do Wiki do openSUSE. Depois realize uma atualização para obter suporte aos formatos e drivers proprietários.

Seria ótimo se o openSUSE tivesse um serviço que detectasse automaticamente os dispositivos que precisem desses drivers. O usuário final clicaria em um botão para que o openSUSE configurasse os repositórios (se necessário), baixasse e instalasse os pacotes e configurasse o sistema. Eu sei que há instaladores de um clique para isso, mas eles ainda não são amigáveis o suficiente para novos usuários. Essa tecnologia já existe (o serviço poderia simplesmente baixar um instalador de um clique), e seria ótimo fornecer essa opção diretamente ao usuário final. É por isso que instalar drivers proprietários no openSUSE ainda não é tão fácil quanto deveria ser (se isso é bom ou ruim depende de você).

Acho importante fazer alguns comentários sobre o gerenciador de pacotes do openSUSE. Agora o openSUSE usa o Zypper para lidar com o gerenciamento de pacotes, e tenho que dizer que se trata do melhor gerenciador de pacotes RPM que já usei. Talvez seja “o” melhor gerenciador de pacotes. Em primeiro lugar, ele é rápido. Não tão rápido quanto o APT no Debian, mas é mais rápido do que a maioria dos concorrentes. Se você é adepto do terminal como eu e gosta de usá-lo para instalar, procurar e remover pacotes, há um recurso que vai irritar você: a atualização automática. Desative-a. O Zypper busca por atualizações no banco de dados da internet automaticamente sempre que você executa um de seus comandos, e isso é inútil se eu tiver acabado de usar um comando do Zypper! Depois que você se acostuma à sintaxe, o Zypper se mostra um gerenciador de pacotes muito poderoso e é, na minha opinião, um dos melhores motivos para se usar o openSUSE.

Ambientes

Como de costume no openSUSE, todo o processo de inicialização é muito profissional, com um tema comum aplicado ao longo de todo o processo. O KDE 4.1.3 me impressionou mais do que eu esperava. Desde o lançamento da versão 4.0 eu testei todas as versões e, como muitas pessoas, achei-as incompletas. Depois de usar o KDE 4.1.3 nessa versão do openSUSE, estou quase convencido de que o KDE 4.x esteja pronto para o usuário médio. A equipe do openSUSE fez um trabalho fantástico na configuração do ambiente, adaptando recursos da futura versão 4.2 (como o redimensionamento do painel). Isso resultou em um sistema muito estável, e os novos aplicativos têm um ótimo visual. Se você anda pensando em migrar para o novo KDE, eis uma bela distribuição para você.

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O desktop KDE 4.1.3 padrão do openSUSE 11.1

O desktop GNOME padrão tem basicamente o mesmo visual das últimas versões. O novo papel de parede tem um recurso legal que altera o brilho com base na hora do dia. O openSUSE continua incluindo a barra de menu personalizada com acesso rápido aos aplicativos, locais e documentos favoritos e usados recentemente. Eu ainda não estou convencido de que esse menu seja melhor do que o menu tradicional. No menu do openSUSE são necessários dois cliques para se navegar até “Locais”; no menu padrão do GNOME basta um. Também não é possível navegar entre os aplicativos com o mouse como em uma instalação padrão do GNOME: é preciso clicar em “Mais Aplicativos”, esperar a nova janela aparecer e tentar encontrar o aplicativo no labirinto de ícones que será exibido. O mesmo se aplica ao “Cento de Controle”, se comparado ao menu “Sistema” tradicional. Obviamente eles incluíram um filtro para você encontrar o que procura, e se o fizeram é porque você vai precisar dele!

O novo menu também oferece uma barra de pesquisa integrada ao Beagle, que permite pesquisar por aplicativos, documentos, emails, sites e muito mais. Em um dado momento eu não encontrei o ícone do GNOME Terminal e tentei localizar o programa com esse recurso, mas ele não listou nenhum aplicativo. Achou vários documentos, mas nenhum programa. Pesquisar por “firefox” e “ekiga” também não deu resultado. Não sei o motivo disso, mas acho que o Beagle só está indexando a partição /home. No KDE, porém, o recurso funcionou corretamente. Como geralmente acontece quando você começa a usar um sistema novo, é preciso acostumar-se ao menu do GNOME do openSUSE, mas a mim essa nova maneira de fazer as coisas não parece trazer grandes benefícios em comparação aos menus tradicionais. Ou talvez eu esteja ficando velho.

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O desktop GNOME 2.24.1 padrão do openSUSE 11.1

Eu ainda acho o PulseAudio meio confuso, mas no openSUSE ele funcionou direitinho, o que foi uma grata surpresa! Eu estou acostumado a ativar e desativar canais e fazer alguns ajustes, mas essas opções não aparecem mais no mixer do PulseAudio para o GNOME. A linha de comando tem a solução, mas é ótimo ver o PulseAudio funcionando bem. Tentei conectar minha câmera e baixar as fotos com o gerenciador de fotos padrão do GNOME, o F-Spot. A câmera foi detectada pelo programa, mas aí ocorreu um erro, “cannot lock camera”. Mais uma vez, fico feliz em dizer que tudo funcionou no KDE usando o Digikam.

Experimentei o Banshee, o reprodutor de áudio padrão do GNOME, e ele se mostrou pronto para o uso. A interface não mudou muito, mas eu gostei do novo recurso de capa dos álbuns. A integração com o Last.fm fucionou bem, e o programa detectou o meu iPod Shuffle, embora não tenha conseguido ler o banco de dados. Apertei o botão “reconstruir”, que exibiu as músicas armazenadas no dispositivo. Infelizmente, quando tentei usar o iPod sozinho depois, ele não encontrou nenhuma música. No KDE, o Amarok conseguiu acessar o banco de dados do iPod e disponibilizar as músicas. Eu consegui enviar músicas para o meu iPod, excluir músicas e tudo pareceu funcionar, mas quando tentei usar o iPod ele não tocava as músicas que eu havia acrescentado.

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O reprodutor de músicas Banshee, no openSUSE 11.1

O Ekiga, cliente VoIP padrão do GNOME, funcionou bem logo de cara. Ele detectou minha webcam da Creative mas deu um erro, afirmando que ela não suportava nenhum dos formatos de cores. O programa-fotógrafo Cheese também não gostou dela, mas como a câmera precisa de um driver externo eu já esperava por isso. A parte boa é que o Ekiga funcionou de maneira rápida e respondeu muito bem, coisa que não acontecia nas versões anteriores. O openSUSE traz uma nova versão do OpenOffice.org 3.0, com vários ajustes da Novell (para mais detalhes, consulte http://go-oo.org). É basicamente o mesmo OO.o que já nos acostumamos a usar, mas carrega bem rápido. Quando naveguei pelo menu Arquivo o OO.o acusou um erro, dizendo que eu precisava do Java. O programa fechou, indo direto para o assistente de recuperação de documentos. Eu tentei de novo, e a história se repetiu. Reparei que isso acontece quando vou em Arquivo > Enviar.

Conclusão

O openSUSE é um belo produto Linux, e a versão 11.1 é a melhor já lançada. Há aplicativos para todas as necessidades, e eles estão cheios de ótimos recursos. Ainda que eu tenha tido problemas com vários aplicativos, o sistema pareceu sólido e respondeu bem, e é isso o que se espera de um sistema Linux. O instalador continua em ótima forma, incorporando vários novos recursos que funcionam bem. Os usuários do KDE podem agradecer à equipe do openSUSE pelo trabalho duro que tiveram com o KDE 4.1.3: é a melhor implementação que eu já vi. Trazer recursos da versão 4.2 foi uma ótima idéia e aumentou muito a usabilidade do KDE 4.1 (dá para redimensionar o painel!). Mas quem não estiver pronto para migrar para o futuro do KDE pode ficar com a versão 3.5.10. Essa foi uma grande sacada da equipe do openSUSE, que ouviu as opiniões de seus usuários e dos de outras distros que oferecem apenas o novo KDE. A implementação do GNOME no openSUSE continua melhorando. A equipe fez um ótimo trabalho na implementação de cada software, e o sistema parece muito bem pensado. O centro de controle do Yast continua a ser uma das melhores ferramentas gráficas disponíveis no Linux, e está muito à frente das oferecidas pela maioria das grandes distros.

Só tenho reservas quanto à instalação dos codecs e drivers proprietários, que ainda precisa ser trabalhada para chegar ao nível das outras distribuições. Para novos usuários, ainda está muito complicado. Tentei fazer a aceleração 3D funcionar com o driver proprietário da ATI mas acabei desistindo (o X funcionou, mas sem a aceleração 3D devido a erros relacionados ao OpenGL). O recurso de pacotes recomendados do gerenciador de pacotes é uma ótima idéia e instala automaticamente o suporte a MP3, mas ainda há o que melhorar nesse sentido e os usuários querem mais. De modo geral, eu acho que essa versão do openSUSE oferece uma experiência completa de desktop para o usuário. O que ela tem a lhe oferecer? Baixe-a e experimente, você pode ter uma bela surpresa.

Créditos a Chris Smartdistrowatch.com
Tradução por Roberto Bechtlufft <roberto at bechtranslations.com>

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