Esse homem mantém um site que compra e vende disquetes

Enquanto o disquete virou peça de museu na memória da maior parte dos usuários, um site dos Estados Unidos continua tratando essa mídia como um item comercial. O floppydisk.com. Tom Persky, dono do site, não caiu nesse mercado por saudosismo, ele entrou no ramo depois de trabalhar com desenvolvimento de software para uma empresa da área tributária, quando a distribuição em disquete fazia parte da rotina. O que era um braço operacional virou negócio próprio. E ficou de pé quando o varejo comum saiu de cena.

O e-commerce que parou no tempo, mas continua funcionando

A página inicial do floppydisk.com tem a estética de outra era da internet, mas o que chama atenção não é o visual. O site lista pacotes de disquetes de 3,5 polegadas, serviços ligados a drives e transferência de arquivos. “Transfira arquivos e documentos de disquetes ou discos zip, recupere arquivos dos programas da Kodak, Walmart e Seattle Film Works, e passe para um pendrive”, detalha o site. O floppydisk também reciclam unidades antigos e também compram novos. “Compramos discos novos em embalagens lacradas e intactas. Quantidades de 100 ou mais”.

A loja exibe 10 disquetes por US$ 10, um pacote profissional de 10 unidades por US$ 14,95 e um lote reciclado de 50 unidades por US$ 39,95. Já um pacote de 50 disquetes recém-formatados aparece por US$ 59,95. 

O que mantém esse mercado respirando

Tom Persky

Persky já explicou que a clientela mais forte não é formada pelos curiosos que compram 10 unidades para matar saudade. O dinheiro pesado, segundo ele, vem de usuários industriais, gente que ainda precisa do disquete para colocar ou retirar dados de máquinas antigas. Nessa lista entram equipamentos médicos, máquinas de bordado e parte da aviação civil, um universo em que trocar toda a infraestrutura custa muito mais do que continuar abastecendo um formato antigo.

O disquete perdeu a guerra do consumo, virou ícone visual do botão de salvar e sumiu das prateleiras comuns. Só que alguns ambientes nunca tiveram o luxo de acompanhar a pressa do mercado. Quando uma máquina industrial foi desenhada para durar décadas, o formato que parecia ultrapassado passa a funcionar como peça de infraestrutura essencial.

Em 2022, numa entrevista ao site Eye of Design, Persky disse que “disquetes são muito confiáveis, muito estáveis, uma maneira muito bem compreendida de obter informações dentro e fora de uma máquina”.Além disso, eles têm o recurso adicional de não serem muito hackeáveis”,

Ver Mais

Esta postagem foi modificada pela última vez em 12/06/2026 12:00

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
Postagem relacionada