OPINIÃO: Joguei novamente Burnout 3: Takedown e foi ótimo relembrar como ele é divertídíssimo

Em cerca de 8 meses, a Criterion Games conseguiu desenvolver um game que se mantém no imaginário de muitos – inclusive o meu. Um verdadeiro guia de como entregar um jogo que não se leva a sério, é altamente divertido e merece ser revisitado. Burnout 3: Takedown.

Lançado em setembro de 2004, para PS2 e Xbox, Burnout 3 Takedown, distribuído pela EA, foi um dos inúmeros títulos que tive o primeiro contato a partir de uma das saudosas lan houses de consoles. Um point que servia para jogar, interagir com outros players, além de tomar contato com novos títulos.

Entrar no local é ver aquela fileira de videogames, com as pessoas com os olhos grudados na tela era um convite à diversão. Numa dessas ocasiões vi alguém jogando Burnout 3: Takedown, em poucos segundos já tive certeza que aquele era o game que eu investiria meu escasso dinheirinho, reservando algumas horas numa das unidades do PS2 disponíveis para uso.

Um manual de como fazer um excelente jogo arcade de corrida

A sensação de uma certa subversão ao que é muito moralista e certinho, algo que costuma cativar os jovens (ou pelo menos era assim), estava enraizado em Burnout 3: Takedown.

Não era uma ode somente a corrida, era uma declaração de amor ao combate, ao confronto, a eliminar o adversário, tudo isso regado a uma sensação de velocidade inacreditável, explosões de impacto e uma trilha sonora que acompanha o ritmo. 44 faixas de bandas como Fall Out Boy, Ramones e New Found Glory.

Começando pela abertura com “We Are The Lazy generation” da banda punk F-Ups, com inúmeros takes dos carros voando, batendo, concluindo com uma explosão e a entrada do logo do jogo. Irretocável!

“A trilha sonora de Burnout 3 exemplifica a personalidade musical do jogo em termos de desafio, rebeldia e angústia”, definiu Steve Schnur, que na época já atuava como executivo do departamento de música da Electronic Arts, em entrevista a edição de setembro de 2004 da Billboard. 

 

A game se mantém fiel a diversão e ao entretenimento, com suas diversas variações no modo carreira, como o frenético Crash Mode, que consiste basicamente em sair por aí colidindo com tudo e causando dano, e o Eliminator, em que o piloto que está na última posição é eliminado a cada volta. Esse é o modo de jogo de Burnout 3: Takedown que eu sempre gostei mais. O número veículos disponíveis também é bem variado, permitindo jogar com muscle car, esportivos com design arrojado, carro de Formula 1, entre outros. 

Além de outros modos offline e single-player, o game também podia ser jogado online (nunca testei essa parte), e também tinha multiplayer, que colocava qualquer amizade em xeque.

Burnout 3: Takedown foi o primeiro jogo da franquia que tive contato, e confesso que acabei não jogando muito os demais, cheguei a testar um pouco o título seguinte, o Revenge, que também gostei, e também lembro que joguei Burnout Paradise, que chegou até a ganhar uma versão remasterizada em 2018.

Mas o remaster que eu ainda espero é o de Burnout 3: Takedown, ponto altíssimo da história dos jogos arcade de corrida, tendo como grande estrela o Takedown, o movimento de embarreirar seus competidores, jogá-los para fora da corrida, a arte do racha agressivo. 

Observar o replay em câmera lenta, capturando o momento exato em que você acaba com seu competidor, aplicando um takedown, observando o carro sair voando, era muito legal, agregando um aspecto cinematográfico para as colisões. Um nível de drama à la Zack Snyder.

Numa visão além do alcance, ao estilo Lion dos Thundercats, a EA, que era uma parceira da Criterion na distribuição do jogo, acabou virando a dona de tudo. Enxergando o enorme potencial que estava à sua frente, a EA comprou a Criterion, que pertencia a Canon, no mesmo ano de lançamento de Takedown. O estúdio formado em 1996, e que já tinha em seu currículo 9 games, incluindo os dois Burnouts anteriores (distribuídos pela finada Acclaim Entertainment), agora seria tocado pela Electronic Arts.

A EA foi absolutamente sagaz na divulgação do jogo, apostando inclusive numa estratégia conjunta de promoção, que envolvia outro super jogo de corrida. Need for Speed Underground 2.

A versão de PS2 de NFS incluía uma demo de Takedown, enquanto a cópia de Burnout 3: Takedown trazia uma demo de Need for Speed Underground 2.  A diferença de lançamento entre esses dois jogos foi de 3 meses.

Burnout 3 Takedown saiu no dia 3 de setembro de 2004, e Need For Speed Underground 2 ficou para 9 novembro daquele ano.

Em 2004 também saiu um jogo que, assim como Burnout 3: Takedown, enfatizava muito a questão das colisões, Flatout, produzido pela Bugbear Entertainment e publicado pela Empire Interactive.

Bom, se você curte alta velocidade, bons gráficos, considerando a época de lançamento, coisas voando a todo momento, uma grande trilha sonora e se classifica um viciado em adrenalina, vale a pena jogar novamente – assim como eu fiz -, ou tomar contato pela primeira vez com Burnout 3: Takedown.

Ver Mais

Esta postagem foi modificada pela última vez em 01/08/2024 13:53

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
Postagem relacionada