O sistema gráfico

Pessoalmente, eu preferiria optar pela plataforma Intel com os seus maravilhosos CPUs Core i3/i5/i7; mas, graças ao seu medíocre IGP, a balança acabou pesando consideravelmente para a AMD: esta, possui uma plataforma bem mais equilibrada, se levarmos em conta o conjunto CPU+IGP, ao invés de se concentrar apenas na performance geral de suas CPUs (que na minha opinião, estão abaixo das soluções oferecidas pela Intel). Quem sabe, num futuro não muito distante, o nVidia Optimus (adaptado para o uso em desktops) vire este placar?

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Eis a modesta, mas bem equilibrada Sapphire ATI Radeon HD 4650 512 GDDR3.

Optei pela simples e modesta, mas interessante ATI Radeon HD 4650. Uma placa barata e por isso ainda aceitável para um projeto que busca equilibrar o custo-benefício. Com 512 MB de memória GDDR3 e barramento de 128 bits, ela oferece uma vazão ainda suficiente para os jogos atuais, já que o público-alvo deste projeto é focado em jogadores ocasionais. Entretanto, quando for comprá-la, não deixe de conferir se a placa está equipada com memórias GDDR3 e não DDR2!

O Hybrid CrossFire também teve um papel fundamental na opção pela plataforma da AMD, pois com a adição de uma placa 3D mainstream, teremos a capacidade de alternar entre o econômico IGP para as atividades básicas que conhecemos, trazendo um consumo de energia fundamental para a manutenção da boa relação custo-benefício. Já nas atividades em que o uso de processamento gráfico entra em cena, não só a placa 3D atenderá satisfatoriamente as necessidades, como ela poderá ter o seu desempenho combinado com o IGP. Neste caso, o fôlego extra pode garantir o desempenho comparável a uma ATI Radeon HD 4730/4750; ou então, o usuário pode optar por adquirir uma placa 3D de entrada, mas visando obter um desempenho próximo a uma placa 3D mainstrem. Enfim, opções à serem estudadas é o que não falta.

Porquê não pensar nas placas 3D mais atuais, como a série ATI Radeon HD 5xxx? Bem, além de não serem compatíveis com o Hybrid CrossFire, ainda tem a questão do custo, pois os lançamentos tendem a ser mais caros que a linha já presente no mercado. Além do mais, se a questão do desempenho for importante, um jogador dificilmente ficará mais de 3 anos com a mesma placa de vídeo. Portanto, até lá ele terá tempo de sobra para reconsiderar as opções de upgrades para as suas jogatinas necessidades. Se não, o conjunto atual será plenamente satisfatório por algum tempo.

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Ops, quase esqueci o monitor! Neste caso, optei pelo Samsung 633NW, um simples e básico, mas belo monitor LCD de 15.6″, com resolução nativa de 1.360x768p, tempo de resposta de 8ms e taxa de contraste em 10.000:1, com consumo moderado de apenas 17W. Sei que muitos irão preferir monitores maiores; mas aí, teremos dois inconvenientes importantes: 1) sendo maior, a resolução nativa também será maior, o que prejudicará o desempenho do sistema para rodar jogos pesados, por serem fixas (não poderemos simplesmente reduzir a resolução do jogo, pois sacrificará a qualidade da imagem em virtude das características dos LCDs); 2) muitos jogos antigos não suportam o modo widescreen e a escolha de um monitor que possua 768 pixels na altura será interessante, pois poderemos utilizar o modo 4:3 e rodá-los na resolução de 1.024×768, sem degradar imagem.

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