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Gemini agora permite que você transforme seu rosto em Avatar e compartilhe com amigos

Recurso permite usar rostos e vozes de diferentes usuários em conteúdos gerados por IA.

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O Google expandiu o escopo dos avatars de Gemini em uma direção previsível: torná-los sociais. A partir de agora, usuários podem compartilhar sua representação digital com amigos e aparecer juntos em imagens e vídeos gerados por IA, com consistência de aparência e voz garantida pelo modelo. A novidade foi anunciada pelo perfil oficial do Gemini no X em 29 de outubro de 2026.

Como o avatar funciona e transforma você em personagem

A criação do avatar começa em gemini.google.com. No campo de texto, o usuário acessa Adicionar Arquivos, depois Mais Uploads e seleciona Avatar. Um QR code é exibido na tela, escaneado pelo celular, e a partir daí o fluxo pede uma gravação curta do rosto e da voz: o Gemini precisa dos dois vetores para recriar a aparência e o timbre em conteúdo gerado. O Google recomenda gravar em ambiente silencioso, com iluminação natural e nivelada, sem óculos de sol, chapéus ou qualquer elemento que cubra o rosto. Após a gravação, o usuário retorna ao desktop e confirma o uso do avatar, concluindo o setup.

Com o avatar configurado, a mecânica de uso é direta: basta usar a tag @[seu username do Google] dentro de qualquer prompt para inserir sua representação na geração. O mesmo vale para qualquer pessoa que tenha compartilhado o avatar dela com você, o que abre a possibilidade de criar conteúdo com múltiplos rostos e vozes reais em uma única requisição.

Compartilhamento com controle granular

Para compartilhar o avatar, o caminho é Configurações, seção Avatar, onde basta inserir o endereço de Gmail do destinatário. A outra parte recebe um convite e pode aceitar ou recusar. O Google mantém o controle inteiramente do lado de quem compartilha: o acesso pode ser revogado a qualquer momento, sem dependência da outra parte.

Há restrições relevantes para o ecossistema. O recurso exige conta pessoal do Google, é restrito a maiores de 18 anos e, por ora, suporta apenas o inglês. 

Biometria como matéria-prima

O que o Google está fazendo aqui é tratar rosto e voz como ativos de perfil. A diferença é a magnitude do dado: um avatar de IA não é um JPEG estático, é um modelo comportamental capaz de recriar sua aparência em movimento e seu timbre em contextos arbitrários. A mecânica de convite com revogação de acesso é uma proteção razoável, mas o debate sobre o que acontece com esses dados de treinamento, onde são armazenados e por quanto tempo, ainda preocupa os usuários.

A funcionalidade é uma demonstração clara de onde o Google quer posicionar o Gemini: como uma plataforma de identidade digital multimodal. A pergunta que fica é quanto tempo leva até que outros modelos, como os da OpenAI e da Meta, sigam o mesmo caminho, e se o mercado regulatório vai acompanhar a velocidade com que rostos e vozes reais se tornam conteúdo de geração em escala.

Fonte: Digital Trends

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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