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Apple anuncia primeiro MacBook Pro com tela sensível e OLED custando a partir de R$35 mil

Novo notebook chega em versões de 14 e 16 polegadas, com chips M5 Pro ou M5 Max.

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A Apple anunciou seu primeiro MacBook Pro com tela sensível ao toque durante o evento “Pro and tell”, realizado nesta quarta-feira (28). O lançamento representa uma mudança histórica para a empresa, que resistiu durante anos à ideia de incorporar controles por toque aos seus notebooks. O modelo estreia com painel OLED, taxa de atualização de 120 Hz e novos recursos de interação com o macOS.

O novo MacBook Pro estará disponível em versões de 14 e 16 polegadas, com preços iniciais de R$ 34.999 e R$ 41.999, respectivamente. As pré-vendas começam hoje, enquanto a chegada às lojas está prevista para 6 de novembro.

Tela OLED promete mais brilho e contraste

O principal destaque do novo MacBook Pro é a tela chamada pela Apple de PROLED XDR. O painel utiliza tecnologia Tandem OLED, que combina camadas emissoras para oferecer maior luminosidade e eficiência.

Segundo a fabricante, o display alcança até 2.000 nits de brilho máximo em SDR, conta com taxa de atualização de até 120 Hz e oferece uma relação de contraste de 10.000.000:1. A redução das bordas também permitiu aumentar ligeiramente a área útil da tela: o modelo menor possui 14,2 polegadas, enquanto a versão maior chega a 16,3 polegadas.

Outra mudança está na câmera frontal, que agora fica em um recorte circular na parte superior da tela, em vez do entalhe utilizado em gerações anteriores. A Apple afirma que o sensor de toque está integrado diretamente ao painel, em vez de ser aplicado como uma camada adicional sobre o display, o que reduz a latência e torna a interação mais responsiva.

Como funciona a tela sensível ao toque

A tela permite realizar ações como rolar páginas, ampliar fotografias e interagir diretamente com elementos da interface. A Apple também destaca aplicações mais específicas, incluindo a possibilidade de testar aplicativos para iOS e iPadOS diretamente no notebook e utilizar instrumentos musicais virtuais com os dedos.

Os aplicativos da própria empresa foram adaptados para os controles por toque, e uma API atualizada permitirá que desenvolvedores adicionem suporte semelhante aos seus programas. A novidade não transforma o MacBook Pro em um tablet, mas oferece uma alternativa ao trackpad e ao teclado em determinadas tarefas. A proposta também pode beneficiar profissionais que trabalham com edição visual, música e desenvolvimento de aplicativos.

Chips M5 Pro e M5 Max, bateria de até 24 horas

Apesar da nova tela, o MacBook Pro sensível ao toque não utiliza os processadores M6 anunciados em outros modelos nesta semana. Em vez disso, a Apple oferece opções com os chips M5 Pro e M5 Max.

A fabricante promete até 24 horas de autonomia de bateria, embora a duração real dependa da configuração e do tipo de uso. O equipamento também ficou ligeiramente mais fino: a versão de 14 polegadas perdeu cerca de meio milímetro de espessura, enquanto a de 16 polegadas ficou quase um milímetro mais fina. O modelo menor pesa aproximadamente 1,36 kg, enquanto o maior chega a cerca de 1,81 kg.

Entre as conexões disponíveis estão MagSafe 3 para carregamento, entrada para fones de ouvido, leitor de cartões SD, HDMI e três portas Thunderbolt 5. O notebook pode operar com até três monitores externos simultaneamente, número que sobe para quatro na configuração equipada com M5 Max.

A Apple também destaca um sistema de som de seis alto-falantes redesenhado, com graves até 50% mais profundos, além de uma nova dobradiça projetada para proporcionar maior estabilidade à tela. Outro detalhe visual é o retorno do logotipo da Apple iluminado na tampa, característica presente em modelos antigos da linha MacBook e ausente nas gerações mais recentes.

Usuários questionam tela sensível ao toque e preço

New MacBook Pro with PROLED XDR Display: The first-ever Mac with Touch
byu/NicholasClooney inapple

A chegada do primeiro MacBook Pro com tela sensível ao toque dividiu opiniões no Reddit, mas as críticas dominaram a discussão no subreddit r/Apple. Muitos usuários questionaram a utilidade da novidade em um notebook tradicional, argumentando que o trackpad dos MacBooks já oferece controles precisos e confortáveis para tarefas como rolagem, navegação e manipulação de elementos na tela.

A ergonomia também foi um dos principais pontos levantados. Alguns participantes consideraram pouco natural manter os braços erguidos para interagir com uma tela vertical, enquanto outros observaram que a ausência de uma dobradiça de 360 graus limita o aproveitamento do recurso. As demonstrações de gestos e até de interação com um piano virtual foram recebidas com ceticismo, com usuários questionando se esses exemplos representam necessidades reais do público profissional.

O preço foi outra fonte de insatisfação. Parte dos comentários classificou o novo modelo como caro demais para as melhorias oferecidas, especialmente pela combinação de uma tela OLED com a adição do toque. Alguns usuários compararam a novidade à antiga Touch Bar, temendo que o recurso se torne um atrativo temporário que a Apple abandone após alguns anos. Também houve críticas à falta de uma opção com tela OLED sem suporte ao toque.

As impressões sobre o painel, por outro lado, foram mais favoráveis. Alguns participantes consideraram a tela OLED o principal motivo para escolher o novo modelo, tratando a funcionalidade tátil como um complemento secundário. 

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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