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Konami escondeu outros jogos de Silent Hill dos criadores de Townfall para evitar ideias repetidas

Diretor revela que sua equipe desconhecia os projetos da franquia e que a Konami interferiu apenas uma vez para evitar semelhanças entre os jogos

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A Konami adotou uma estratégia incomum durante o desenvolvimento dos novos jogos de Silent Hill: manter os estúdios envolvidos sem acesso às informações sobre os demais projetos da franquia. A decisão tinha como objetivo impedir que ideias, elementos visuais e conceitos criativos acabassem se repetindo entre os títulos.

A revelação foi feita por Jon McKellan, diretor de Silent Hill: Townfall e fundador da Screen Burn Interactive, durante um painel na MCM London Comic Con. Segundo ele, sua equipe descobriu a existência de vários outros projetos praticamente ao mesmo tempo que o público.

“Descobrimos muitos desses projetos quando todo mundo descobriu, no momento em que foram anunciados”, afirmou McKellan, conforme relatado pelo VGC.

Konami queria que cada Silent Hill tivesse sua própria identidade

A iniciativa partiu de Motoi Okamoto, produtor responsável pela franquia, que supervisionava os diferentes projetos para evitar semelhanças excessivas. Mesmo após os anúncios oficiais, os desenvolvedores continuaram sem acesso detalhado ao trabalho dos outros estúdios. Quando alguma ideia se aproximava demais de outro jogo, a Konami sugeria alterações sem necessariamente explicar qual projeto apresentava o mesmo conceito.

Segundo McKellan, a supervisão raramente resultava em intervenções. Ele se lembra de apenas uma situação em que a equipe precisou reconsiderar o visual de um inimigo porque seu design apresentava semelhanças com algo desenvolvido em outro título.

O diretor também destacou que essa política não prejudicou a liberdade criativa do estúdio. Pelo contrário, permitiu que cada equipe desenvolvesse sua própria interpretação do terror psicológico característico de Silent Hill. “Não era como uma fase da Marvel, em que diziam para você conhecer seu lugar e permanecer nele”, explicou.

McKellan acrescentou que sua equipe teve acesso a Silent Hill f apenas alguns meses antes do lançamento. Ao conhecer o projeto, percebeu que as diferenças de ambientação e experiência eram tão grandes que praticamente não havia risco de sobreposição.

O retorno de Silent Hill passou por três jogos bastante diferentes

A estratégia começou a ganhar forma em outubro de 2022, quando a Konami anunciou simultaneamente o remake de Silent Hill 2, Silent Hill f e Silent Hill: Townfall, marcando uma nova fase para a franquia após anos sem grandes lançamentos. Desde então, os três projetos seguiram caminhos distintos. O remake de Silent Hill 2, desenvolvido pela Bloober Team e lançado em outubro de 2024, modernizou o clássico de 2001, preservando sua ambientação e narrativa.

Silent Hill f, lançado em setembro de 2025, levou o terror para o Japão da década de 1960, com uma história protagonizada por Hinako Shimizu. Já Silent Hill: Townfall, lançado em 24 de setembro de 2026 para PS5 e PC, apresentou uma experiência inteiramente em primeira pessoa. Desenvolvido pela Screen Burn, o jogo acompanha Simon Ordell em uma ilha escocesa envolta em névoa, combinando exploração, confrontos e quebra-cabeças narrativos.

Konami pretende continuar expandindo Silent Hill

A separação criativa entre os estúdios também está relacionada aos planos de longo prazo da Konami. Durante a Gamescom 2026, Motoi Okamoto revelou que a empresa pretende, se possível, lançar um novo Silent Hill por ano, utilizando diferentes equipes e ambientações para evitar o desgaste da franquia. O produtor também confirmou a existência de diversos projetos ainda não anunciados. Entre os títulos oficialmente conhecidos está um remake do primeiro Silent Hill, novamente desenvolvido pela Bloober Team.

Silent Hill f

Os resultados comerciais ajudam a explicar a aposta: segundo dados divulgados pela Konami em maio de 2026, Silent Hill f ultrapassou 2 milhões de cópias comercializadas e distribuídas, enquanto o remake de Silent Hill 2 superou 6 milhões de jogadores, número que também inclui acessos por serviços de assinatura.

Com diferentes estúdios trabalhando simultaneamente, o desafio da Konami agora é manter a frequência de lançamentos sem comprometer aquilo que tornou a franquia conhecida: sua identidade própria dentro do gênero de terror psicológico.

Fonte: GamesRadar

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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