“Comecei com um único Raspberry Pi e agora tenho um pequeno rack no meu quarto”: usuário mostra evolução de seu servidor doméstico
O que começou com um Raspberry Pi e um HD de 4 TB acabou se transformando em uma infraestrutura doméstica com processador Ryzen 9, armazenamento de 14 TB, computadores reaproveitados e diversos serviços funcionando sem depender de servidores na nuvem.
Essa é a história compartilhada por um integrante da comunidade r/homelab, no Reddit. Em sua publicação, o entusiasta mostrou fotografias do pequeno rack instalado no próprio quarto e explicou como o projeto cresceu ao longo dos anos.
Started from a single Raspberry Pi, Now I have my tiny rack in my room
by
u/Dazzling_Cancel4505 in
homelab
A montagem segue uma tendência entre entusiastas de tecnologia que preferem construir suas próprias infraestruturas. Recentemente, mostramos no Hardware.com.br o caso de um usuário que reuniu dez Raspberry Pi para criar um servidor doméstico, aproveitando equipamentos que já possuía.
De um Raspberry Pi a um servidor com Ryzen 9
O conjunto atual está instalado em um rack DeskPi RackMate T1 de 10 polegadas e 8U, que concentra computadores, armazenamento, equipamentos de rede e fontes de alimentação. O componente mais poderoso é um servidor equipado com AMD Ryzen 9 3900X, processador de 12 núcleos e 24 threads, acompanhado de 16 GB de RAM e SSD de 2 TB.
Rodando Rocky Linux, a máquina hospeda aplicações web utilizadas por uma pequena comunidade. Entre os serviços estão contêineres de front-end, back-end em NestJS, bancos de dados PostgreSQL e Redis, além do Nginx para distribuição de requisições.
O proprietário explica que prefere manter esses serviços funcionando no próprio quarto em vez de contratar infraestrutura na nuvem. Segundo ele, o servidor consegue atender à demanda atual, embora exista o custo de energia elétrica.
O rack também abriga um HD Western Digital de 14 TB, utilizado como servidor de arquivos e mídia. O disco fica em um suporte impresso em 3D, conectado a um Orange Pi 5 Plus.
Até um Mac Mini de 2012 ganhou uma nova função
Outro detalhe interessante é a presença de um Mac Mini lançado em 2012. O computador, adquirido por aproximadamente US$ 70 há dois anos, possui processador Intel Core i7, 16 GB de RAM e 2,5 TB de armazenamento.
Mesmo com a idade, o equipamento continua útil. Rodando Fedora Linux, ele funciona como servidor de desenvolvimento, executando GitLab, ferramentas de colaboração e serviços de banco de dados. O Orange Pi 5 Plus, por sua vez, possui 8 GB de RAM, SSD de 1 TB e processador RK3588. Ele administra funções de rede, acesso remoto via WireGuard e compartilhamento de arquivos.
Já o Raspberry Pi 4B, com 8 GB de RAM, permanece no conjunto. Foi nele que o proprietário começou a experimentar servidores e Linux durante seus estudos. Atualmente, a placa executa um agente de inteligência artificial chamado Hermes Agent.
O reaproveitamento de equipamentos também aparece em outros projetos publicados no Hardware.com.br, como o de um usuário que transformou um notebook gamer de 2012 em servidor Plex com 9 TB de mídia.
O maior desafio foi organizar a alimentação elétrica
Apesar do resultado, o autor admite que nem tudo foi simples. Uma das maiores dificuldades foi alimentar a placa-mãe do servidor Ryzen e o HD, além de acomodar os cabos dentro do rack compacto. Para resolver parte do problema, utilizou uma fonte TFX de 400 W, que alimenta tanto o servidor principal quanto o disco de armazenamento.
A solução funciona, mas cria uma dependência: quando o servidor Ryzen é desligado, o HD conectado ao Orange Pi também perde alimentação.
A organização física lembra outros projetos caseiros, como o homelab com AMD EPYC e RTX A2000 montado em um rack impresso em 3D.
Para o futuro, o entusiasta pretende atualizar o switch para 2,5 Gb/s e aumentar a memória RAM do servidor Ryzen para 32 GB, quando os preços estiverem mais favoráveis.
Quanto ao Mac Mini, ele ainda não decidiu se vale a pena substituí-lo.
No fim, a principal satisfação parece estar na independência conquistada. Além de dispensar mensalidades de determinados serviços em nuvem, o proprietário destaca que seus dados permanecem sob seu controle.
Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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