Resident Evil Requiem gerou mais dinheiro com discos no PS5 do que com todas as vendas no Xbox
Resident Evil Requiem está dando muito o que falar em 2026, e não apenas pelo sucesso comercial de 8 milhões de cópias vendidas. Uma análise de dados de vendas físicas e digitais colocou em xeque uma das decisões mais controversas da Sony nos últimos anos: encerrar a fabricação de discos para PlayStation a partir de 2028. Os números mostram que o mídia física ainda tem peso suficiente para mudar a conversa.
Segundo análise publicada por Rhys Elliott, analista da Alinea Analytics, as vendas físicas de Resident Evil Requiem no PS5 chegaram a 1,3 milhão de cópias, representando aproximadamente 15% da receita total do jogo e 30,2% da receita da Capcom especificamente na plataforma PlayStation.
Resident Evil Requiem com tudo no PS5
Em termos absolutos, esse único canal, o disco no PS5, gerou 1,8 vez a receita obtida pelo jogo em toda a plataforma Xbox, considerando aí a soma de cópias físicas, digitais e vendas via PC na ecosfera da Microsoft. A disparidade entre PlayStation e Xbox não é exatamente uma surpresa.
Há mais consoles PS5 em lares ao redor do mundo, e Resident Evil é uma franquia historicamente ligada à marca da Sony desde os anos 90. O que chama atenção é o peso específico do físico dentro dessa equação.
A Capcom chegou a declarar publicamente que não está preocupada com o encolhimento do mercado físico, argumentando que 90% das suas vendas unitárias já são digitais. Os dados de Requiem, porém, mostram que os 10% restantes ainda têm capacidade de gerar receita superior à operação inteira de um concorrente de plataforma.
A decisão da Sony sob nova luz
A Sony já declarou que tem consciência de que a decisão de encerrar os discos gera reação negativa, mas manteve o curso, afirmando não enxergar impacto negativo no negócio. O problema com esse argumento é que ele se sustenta, em boa parte, em projeções de comportamento do consumidor: a ideia de que quem compra em físico simplesmente migraria para o digital ao perder a opção.
Esse raciocínio é discutível. O comprador de mídia física tem motivações que vão além da conveniência, desde colecionismo até a ausência de conexão estável ou simplesmente a preferência por ter um produto tangível. Não há garantia de que essa base vá converter.
O lançamento mais expressivo da Capcom em anos, o título mais rapidamente vendido da saga até hoje, ainda movimenta 1,3 milhão de unidades físicas em uma única plataforma. Em 2026, quando o debate sobre o fim dos discos começou a ganhar tração real, esse dado é um argumento concreto contra a narrativa de que o físico é um mercado em extinção acelerada.
Fonte: GamesRadar
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