Funcionário mostra que empresa onde trabalha mandou triturar 300 HDs: 5 petabytes de armazenamento
Uma publicação na comunidade r/DataHoarder, do Reddit, chamou a atenção ao mostrar o destino de uma quantidade impressionante de armazenamento. Em duas fotografias, centenas de discos rígidos aparecem empilhados sobre um carrinho industrial e, posteriormente, transformados em uma montanha de fragmentos metálicos. Segundo o autor da publicação, identificado como u/FewSimple9, o lote reunia aproximadamente 300 HDs, com capacidade total superior a 5 petabytes (PB). Todo esse material pode ser destruído em apenas 45 minutos a uma hora com a utilização de um caminhão equipado com triturador industrial.
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Por que destruir tantos HDs de uma só vez?
O responsável pelo relato explicou que esse tipo de operação é relativamente comum em grandes empresas. Quando centenas de unidades precisam ser descartadas, a destruição física pode acabar sendo mais simples e econômica do que realizar a limpeza individual dos discos, verificar seu funcionamento e prepará-los para revenda. O principal motivo é a segurança das informações. Discos utilizados em ambientes corporativos podem armazenar documentos confidenciais, dados de clientes e informações internas que não devem chegar às mãos de terceiros.
A trituração elimina fisicamente os dispositivos e reduz o risco de recuperação dos dados, dispensando o trabalho de preparar cada unidade para reutilização.
Entretanto, o procedimento também significa destruir equipamentos que, em alguns casos, poderiam continuar funcionando.
Comunidade lamenta desperdício de armazenamento
Um dos comentários mais populares da publicação chamou a atenção para a capacidade dos dispositivos. Dividindo os 5 PB pelas aproximadamente 300 unidades, a média seria superior a 16 TB por HD. Isso significa que o lote não era necessariamente composto apenas por discos antigos e de baixa capacidade.
A destruição provocou críticas de usuários preocupados com o desperdício de componentes eletrônicos e o impacto ambiental da operação. Outros participantes defenderam a decisão, argumentando que grandes empresas não podem correr o risco de permitir a recuperação de informações confidenciais após o descarte dos equipamentos.
A discussão também levantou alternativas, como a sobrescrita segura dos dados e a eliminação de chaves criptográficas em unidades compatíveis. Esses procedimentos podem permitir a reutilização dos dispositivos sem necessariamente comprometer a segurança.
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