Um jogador resolveu aplicar o DLSS 5 em L.A. Noire, clássico lançado em 2011, e publicou o resultado no Reddit. As imagens chamaram atenção pelo salto visual obtido em um jogo com mais de uma década, mas também reacenderam uma discussão sobre o aspecto dos rostos após o processamento.
O teste foi feito em uma TV LG C6 OLED, e o próprio usuário afirmou que não esperava se interessar tanto pelo DLSS 5. A mudança de opinião veio justamente ao experimentar a tecnologia em títulos antigos, onde as diferenças ficam mais evidentes. Em sua opinião, o resultado em L.A. Noire ficou impressionante.
LA Noire + DLSS 5 + LG C6 OLED = Breathtaking Graphics
by
u/WrestlePurists in
OLED_Gaming
DLSS 5 muda bastante a aparência do jogo
Ao contrário de versões anteriores do DLSS, focadas principalmente em reconstrução de imagem e aumento de resolução, o DLSS 5 adiciona uma camada de renderização neural generativa. Na prática, a tecnologia usa informações fornecidas pelo próprio jogo e tenta reconstruir partes da cena com mais detalhes, incluindo iluminação, materiais, superfícies e características visuais dos personagens.
Em L.A. Noire, essa diferença aparece principalmente nos rostos. As capturas de tela mostram pele com mais textura, sombras mais marcadas, olhos mais definidos e uma aparência geral muito mais próxima de uma imagem realista do que do visual original de 2011.
Isso torna o teste ainda mais curioso porque L.A. Noire sempre teve os rostos como uma de suas principais características. O jogo utilizava uma tecnologia avançada de captura facial para a época, já que analisar expressões e reações dos personagens fazia parte das investigações.
O resultado impressiona, mas também causa estranheza
Nem todo mundo considerou a mudança uma melhoria completa. Nos comentários da publicação, alguns usuários disseram que os rostos ficaram realistas demais em relação ao restante do jogo, criando um contraste estranho. Outros compararam determinadas expressões ao visual de vídeos gerados por IA, principalmente por pequenas inconsistências nos olhos, pele e formato do rosto.
Esse efeito acontece porque o DLSS 5 não está apenas recuperando detalhes originalmente presentes na imagem. Em algumas situações, a tecnologia também interpreta a cena e cria novas informações visuais.
Quando isso é aplicado a um jogo antigo, o resultado pode acabar ficando muito diferente da direção artística original.
L.A. Noire não tem suporte oficial ao DLSS 5
Outro ponto importante é que o teste não representa uma implementação oficial da tecnologia.
L.A. Noire não recebeu suporte nativo ao DLSS 5. O usuário afirma ter utilizado uma ferramenta da comunidade para substituir e inserir os arquivos necessários no jogo.
Segundo ele, o processo também foi relativamente simples: depois de instalar os arquivos, iniciou o jogo sem realizar diversos ajustes adicionais.
Por isso, o resultado deve ser encarado mais como um experimento do que como uma demonstração oficial de como o jogo ficaria caso a Rockstar implementasse a tecnologia diretamente.
Ainda assim, o teste mostra um dos usos mais interessantes dessa nova geração de renderização neural: modernizar visualmente jogos antigos sem que eles precisem necessariamente receber um remake completo.
E, no caso de L.A. Noire, o experimento também mostra o outro lado dessa possibilidade: quanto mais a IA interfere na imagem, maior pode ser a distância em relação ao visual originalmente criado pelos desenvolvedores.
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