Intel aumenta preços, Meta reaproveita DDR4 e outras notícias que movimentaram o mundo do hardware nesta semana

Intel reajusta preços de processadores, AMD amplia a liderança nas vendas, Samsung dispara com o boom da IA e confira os principais destaques do mundo do hardware na semana.

A corrida desenfreada por infraestrutura para inteligência artificial continua moldando os rumos da indústria de hardware. Nesta semana, os reflexos apareceram em diferentes frentes: a Intel reajustou os preços de parte de seus processadores, Samsung e Micron reforçaram o bom momento do mercado de memória, a AMD manteve o domínio nas vendas de CPUs para consumidores e até uma tecnologia considerada ultrapassada voltou aos holofotes graças à Meta. Confira abaixo alguns dos destaques do noticiário que movimentaram o mundo do hardware esta semana.

Intel reajusta preços de CPUs para desktops e servidores

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A Intel protagonizou o principal movimento da semana ao confirmar aumentos de preço em parte de seu portfólio de processadores. Os reajustes atingem os novos Core Ultra 200S Plus para desktops, com aumentos entre US$ 30 e US$ 50, e também diversos Xeon voltados a servidores, alguns deles ficando mais de US$ 1.000 mais caros.

Segundo a fabricante, a decisão reflete o aumento dos custos da cadeia de suprimentos e a forte demanda por determinados produtos. No caso dos Xeon, o movimento também evidencia o momento concorrido do mercado de data centers, impulsionado pela expansão da inteligência artificial.

Embora consumidores sintam pouco impacto imediato, a alta nos servidores pode elevar o custo de novos projetos de infraestrutura e reforça que CPUs de alto desempenho voltaram a ser ativos estratégicos em meio à corrida pela IA.

Samsung vê lucro disparar com o boom das memórias

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A Samsung projetou um lucro operacional de 89,4 trilhões de won (cerca de US$ 58 bilhões) no segundo trimestre de 2026, um salto de aproximadamente 1.810% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita também mais que dobrou, alcançando 171 trilhões de won.

O desempenho é resultado da combinação entre a recuperação dos preços de DRAM e NAND e a demanda aquecida por memórias HBM, componente essencial para GPUs voltadas à inteligência artificial. A própria fabricação de HBM tem consumido parte da capacidade produtiva das fabricantes, reduzindo a oferta de memórias convencionais e sustentando preços elevados em produtos como DDR5 e SSDs. O resultado da Samsung reforça que o ciclo de expansão impulsionado pela IA continua ditando o ritmo da indústria de semicondutores.

Micron amplia aposta em IA com investimento bilionário no Japão

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A Micron deu início à expansão de sua unidade em Hiroshima, em um projeto de ¥1,5 trilhão (cerca de US$ 9,3 bilhões) que reforçará a produção de memórias DRAM avançadas e HBM, componente indispensável para GPUs voltadas à inteligência artificial. A iniciativa conta com um subsídio de até ¥500 bilhões do governo japonês, parte da estratégia do país para fortalecer sua indústria de semicondutores.

A nova área fabril começará a receber equipamentos em 2028 e representa a maior ampliação da unidade desde que a Micron incorporou a antiga Elpida, em 2013. O investimento acompanha movimentos semelhantes de Samsung e SK hynix e mostra que a disputa pelo mercado de memórias para IA continua acelerando projetos bilionários, mesmo com a produção atual ainda insuficiente para atender à demanda.

A semana também foi marcada por outro episódio envolvendo a empresa. A Micron concordou em doar US$ 250 milhões no programa Trump Accounts, iniciativa criada pelo governo dos Estados Unidos para incentivar a formação de patrimônio e apoiar o desenvolvimento da futura força de trabalho. A iniciativa surge em meio a uma ação coletiva na Califórnia contra a fabricante, a Samsung e a SK Hynix por restrições coordenadas no fornecimento e preços abusivos. 

AMD amplia vantagem nas vendas de processadores em diferentes mercados

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A AMD continua dominando as vendas de processadores no varejo especializado. Levantamentos de lojas como Amazon, Micro Center e Mindfactory mostram os Ryzen ocupando praticamente todo o topo dos rankings em mercados como Estados Unidos, Alemanha e Brasil. Em algumas listas, a Intel aparece apenas depois das dez primeiras posições, enquanto modelos Ryzen 5000, Ryzen 7000 e Ryzen X3D concentram a maior parte das vendas.

Os números não representam todo o mercado de CPUs, ficam restritos ao segmento de componentes vendidos separadamente. O cenário ainda coloca mais pressão sobre a Intel, justamente na semana em que a empresa anunciou reajustes de preço para parte de sua linha de processadores.

Intel registra patente para reduzir custo da memória usada em IA

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A Intel registrou uma patente que descreve uma nova arquitetura de memória chamada XBM (Cross-Batch Memory), criada para oferecer alta largura de banda sem a complexidade do encapsulamento exigido pela HBM. A proposta elimina o uso do tradicional interposer de silício e adota conexões seriais baseadas no padrão UCIe, o que pode simplificar a fabricação e reduzir custos.

A tecnologia ainda está restrita a um pedido de patente e não há confirmação de que chegará ao mercado. Mesmo assim, ela evidencia um dos principais desafios da indústria atualmente: a oferta de HBM não acompanha o ritmo da demanda por aceleradores de IA. Se conceitos como a XBM se mostrarem viáveis, fabricantes poderão reduzir a dependência das soluções atuais e aliviar um dos maiores gargalos da cadeia de semicondutores.

Rumores sobre as RTX 50 SUPER ganham força

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As especulações sobre uma atualização da linha GeForce RTX 50 voltaram a ganhar força depois que a Seasonic incluiu as RTX 5070 SUPER, RTX 5070 Ti SUPER e RTX 5080 SUPER em sua calculadora de fontes. Além dos nomes, a ferramenta indica consumos de 275 W, 350 W e 415 W, respectivamente, valores entre 10% e 17% superiores aos das versões atuais.

A NVIDIA ainda não confirmou a existência dessas placas, mas os números coincidem com rumores publicados nos últimos meses, que apontam para um refresh baseado em chips GDDR7 de 3 GB. Essa mudança permitiria ampliar a capacidade de memória para 18 GB na RTX 5070 SUPER e 24 GB nas RTX 5070 Ti SUPER e RTX 5080 SUPER, um upgrade que responderia a uma das principais críticas feitas à geração Blackwell desde o lançamento.

Meta encontra uma nova utilidade para a DDR4

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A corrida pela inteligência artificial criou um problema inesperado para a Meta: cerca de 40% de seus servidores não podiam receber mais memória, enquanto módulos DDR4 retirados de máquinas antigas continuavam plenamente funcionais. Em vez de descartá-los, a empresa desenvolveu o Vistara, um chip baseado em Compute Express Link (CXL) capaz de integrar esses módulos a servidores modernos equipados com DDR5.

Cada servidor passa a combinar 768 GB de DDR5 com 256 GB de DDR4, alcançando 1 TB de memória. O software da Meta mantém os dados mais acessados na DDR5, enquanto a DDR4 funciona como uma camada complementar para informações menos sensíveis à latência. A solução reduz custos, reaproveita componentes que ainda têm anos de vida útil e mostra como a escassez de memória para data centers está levando gigantes da tecnologia a buscar alternativas criativas em vez de depender apenas da produção de novos módulos.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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