Sam Altman é protagonista de um dos episódios mais tensos da história recente da tecnologia, e Hollywood tentou transformar isso em cinema. O plano, porém, acabou de desmoronar: a Amazon MGM decidiu se desvincular de Artificial, o longa dirigido por Luca Guadagnino que reencenava os cinco dias de novembro de 2023 em que o CEO da OpenAI foi demitido e depois reconduzido ao cargo pelo conselho da empresa. A informação foi reportada inicialmente pelo Puck e confirmada ao Deadline pelo próprio estúdio.
O elenco estava montado, o projeto estava andando
Artificial estava em desenvolvimento há cerca de um ano, com um elenco de peso já definido. Andrew Garfield interpretaria Sam Altman; Monica Barbaro, conhecida por A Complete Unknown, vivia a então CTO da OpenAI, Mira Murati; Ike Barinholtz estava escalado como Elon Musk; e Yura Borisov, de Anora, daria vida ao cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever.
A saída do estúdio não veio acompanhada de escândalo público: em nota ao Deadline, a Amazon MGM afirmou acreditar que o filme “será melhor atendido se for lançado por um estúdio diferente” e disse estar trabalhando com a equipe de produção para encontrar uma nova casa para o projeto.
US$ 50 bilhões no meio do caminho
A nota diplomática do estúdio não apaga o elefante na sala. Em fevereiro, a Amazon anunciou um investimento de US$ 50 bilhões na OpenAI, criando um laço financeiro direto entre o conglomerado de Jeff Bezos e a empresa liderada por Sam Altman.
Produzir e distribuir um filme que reconta, em detalhes dramáticos, o momento de maior fragilidade e turbulência interna da OpenAI, com direito a demissão, articulações de bastidores e reinvestidura do CEO, se torna uma posição editorialmente delicada quando você é, ao mesmo tempo, um dos maiores financiadores dessa mesma empresa. A Amazon não citou esse conflito de forma explícita. Não precisava.
Fonte: The Verge
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