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Apple tenta conter atrito com Pequim enquanto move US$ 16 bilhões em fábricas para países vizinhos

Em visita a Pequim, Tim Cook reforça laços com a China enquanto a Apple transfere US$ 16 bilhões em produção para Índia e Vietnã para reduzir riscos globais.

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O CEO da Apple, Tim Cook, utilizou o Fórum de Desenvolvimento da China para tentar estabilizar a relação da empresa com seu principal polo manufatureiro, mesmo sob o peso de mudanças estruturais na cadeia de suprimentos. O executivo vinculou a inovação tecnológica ao desenvolvimento sustentável e à educação, setores que a Apple utiliza como base para manter a operação no país. Cook citou o talento dos desenvolvedores locais, responsáveis por aplicativos que atendem tanto o mercado interno quanto o internacional, para justificar a permanência da marca em solo chinês.

A realidade operacional, entretanto, apresenta um distanciamento físico crescente, fornecedores da Apple já investiram mais de US$ 16 bilhões na transferência de linhas de montagem para a Índia e o Vietnã. Essa movimentação é uma resposta direta aos gargalos logísticos enfrentados durante os bloqueios sanitários da pandemia e ao aumento da tensão geopolítica entre Washington e Pequim. O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, rebateu essa tendência durante o evento, afirmando que a politização de questões industriais eleva os custos operacionais e prejudica a estabilidade econômica global.

 

No campo do software, a Apple também cedeu a exigências regulatórias locais. A empresa reduziu a taxa padrão cobrada na App Store de 30% para 25% após pressão das autoridades chinesas. O governo agora busca forçar a abertura do sistema operacional iOS, exigindo que ele funcione de forma semelhante ao Android, permitindo a instalação de lojas de aplicativos de terceiros. Embora Cook tenha usado provérbios chineses para pregar a união, o cenário prático é de fragmentação: a Apple tenta proteger suas margens de lucro no maior mercado de smartphones do mundo enquanto constrói, em outros países, a infraestrutura necessária para não depender mais exclusivamente da China.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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