Microsoft recua e interrompe expansão da IA no Windows 11 após rejeição dos usuários

Microsoft cancela a integração profunda da IA no Windows 11 após falhas de segurança no Recall e rejeição dos usuários. O foco agora é estabilidade.

A Microsoft interrompeu os planos de inserir novos recursos de inteligência artificial em áreas centrais do Windows 11, como o Explorador de Arquivos e o menu de configurações. A decisão ocorre após uma sequência de falhas de segurança e críticas sobre a natureza intrusiva de ferramentas como o Recall, que captura telas do usuário a cada poucos segundos. Em vez de avançar com o assistente Copilot em notificações, a empresa agora prioriza a estabilidade do sistema e o desempenho da interface.

O principal ponto de atrito é o Recall. O recurso exige 50 GB de espaço livre em disco e 16 GB de memória RAM para funcionar, além de uma unidade de processamento neural com capacidade de 40 trilhões de operações por segundo. Originalmente, o banco de dados que armazena essas capturas não possuía criptografia, o que permitia a softwares maliciosos extrair todo o histórico de uso em segundos. Pesquisadores de segurança, como Silva (2024), demonstraram que senhas e dados bancários ficavam expostos em arquivos de texto simples dentro do sistema.

Essa vulnerabilidade forçou a Microsoft a mudar a configuração do Recall de ativado por padrão para opcional. Agora, o uso da ferramenta depende de autenticação biométrica pelo Windows Hello e o armazenamento ocorre em uma máquina virtual isolada do restante do sistema operacional. O impacto dessa rejeição mudou a estratégia da marca para 2026. O antigo Windows Copilot Runtime foi renomeado para Windows AI APIs, indicando que a IA será oferecida como infraestrutura para desenvolvedores em vez de uma camada obrigatória sobre a experiência de uso comum.

A mudança de rota também foca em problemas antigos relatados pela comunidade. A Microsoft identificou que a prioridade de quem utiliza o Windows 11 é a correção de erros de confiabilidade e a agilidade da barra de tarefas, e não a presença de um assistente em cada janela aberta. Com o adiamento de funções previstas para 2025, o desenvolvimento agora se concentra em garantir que o sistema operacional recupere a confiança de usuários domésticos e corporativos.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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